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Escrito por Rhenana Grimes, voluntária no Ministério Irmã Rosa de Ferro
Certa vez, alguém me disse: "Floresça onde você está plantado". Sei que a intenção era encorajar, mas naquela época eu não sentia que estava crescendo muito, muito menos florescendo. Olhando para trás, percebo que o que parecia infrutífero era, na verdade, um período de poda e, embora doloroso, esse processo me levou a uma maturidade espiritual mais profunda e à capacidade de produzir frutos mais duradouros.
Crescer, florescer e dar frutos requerem elementos essenciais à vida. Afinal, quantos de nós plantaríamos uma semente, diríamos para ela crescer e depois iríamos embora?
Cheguei à conclusão de que a frase soaria melhor como: “Floresça onde você é regado, onde há boa terra, cuidado constante e luz solar”. Da mesma forma, dar frutos para o Reino não é uma decisão isolada com um resultado final, mas um processo contínuo de permanecer conectado à Videira Verdadeira. É por isso que as palavras de Jesus em Mateus são tão fundamentais para a vida no Reino:
Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas serão acrescentadas a vocês. (Mt 6:33 NVI)
Quando nossa prioridade é buscá-Lo em primeiro lugar, o foco muda de produzir resultados para permanecer onde a vida é suprida, habitando, não lutando. Ainda assim, podemos nos deixar levar pela ideia de que dar frutos ou fazer discipulado é algo que cabe a nós, quando na verdade sempre foi iniciativa dEle. Jesus nos chama a buscá-Lo e a sermos como Ele no serviço ao próximo, algo que Ele exemplifica repetidamente. Ele diz: “Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei os seus pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Eu dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz” (João 13:14-15).
No mundo, a obediência é frequentemente vista como controle, limitação ou restrição, mas na Palavra, é um convite para permanecermos conectados a Deus, refletindo assim a Sua imagem. Não se trata do que somos impedidos de fazer, mas do que somos livres para fazer, e em abundância! Como sociedade, estamos familiarizados com leis e regras, mas as Escrituras nos dizem algo radicalmente diferente sobre o fruto que provém da vida no Espírito:
Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. (Gl 5:22-23)
E visto que o Reino de Deus não é meramente uma esperança futura, mas uma realidade presente, nós, como Suas filhas, aceitamos nossa cidadania em Seu Reino. Não somos meras observadoras passivas, mas filhas fiéis, transformadas pelo arrependimento, vivendo em Seu amor e produzindo frutos que apontam para Ele.
Portanto, produzir frutos é importante, pois revela o reinado de Cristo em nossas vidas aqui e agora. É assim que o Reino invisível se torna visível para um mundo imperfeito.
Quando o Reino vem em primeiro lugar, o fruto se forma, não é forçado. Ele emerge de uma conexão constante com a Videira Verdadeira, tornando-se a evidência central, fundamental e identificadora de uma vida vivida em Cristo, santa e separada. Seremos reconhecidas por ele.
Já que somos conhecidas pelos nossos frutos, como podemos cultivar intencionalmente o tipo de fruto que reflete a postura do nosso coração?
- Arrependimento que leva a frutos:
“Deem fruto que mostre o arrependimento!” (Mt 3:8). – Isso começa com um autoexame honesto e uma busca contínua por Deus, procurando tanto a Sua justiça quanto o Seu Reino.
- Permanecendo em nossa fonte de vida:
“…Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.” (João 14:6b). – A proximidade importa - permanecer enraizado na Palavra e em comunhão com Ele, nossa verdadeira fonte de vida.
- Permitir que o Pai nos poda para que possamos dar mais frutos:
“Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados” (Hb 12:11). – Significa permanecer esperançosa, sabendo que até mesmo os períodos de luta podem produzir frutos duradouros.
- Vivendo em Seu Reino, revelando Cristo aos outros:
“Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (Jo 13:35). – Ao darmos frutos, glorificamos o Pai e, com amor, apontamos outros para Ele!
Onde Deus pode estar te convidando a reordenar suas prioridades para que o Seu Reino e a Sua justiça venham em primeiro lugar?
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Escrito por Ayane Nayara, assistente brasileira do Ministério Irmã Rosa de Ferro
Na região onde moro, Nordeste do Brasil, estamos na estação do ano onde as árvores frutíferas estão carregadas com seus frutos. É uma coisa linda de se ver, enchemos os olhos com a beleza de cada fruta com suas diferentes formas e cores. Depois desse período, os agricultores, que cuidam dessas plantas, tem o trabalho de limpá-las, retirando galhos e folhas mortas e colocando adubo, preparando-as para as próximas estações e assim no seu devido tempo, novamente frutificarão.
Eu já morei em uma casa onde tinha uma enorme mangueira no quintal. Era linda. Quando cheguei na casa, pensei: “irei comer bastante manga quando chegar o momento certo”. O momento daquela mangueira florescer chegou e ela floresceu, assim como todas as outras da região, mas quando chegou o momento das flores se transformarem em frutos, elas começaram a cair. Enquanto todas as mangueiras que eu via pela cidade estavam carregadas com seus frutos, a do meu quintal estava vazia. Descobri que há anos aquela árvore não dava frutos.
Jesus gostava muito de usar ilustrações com a agricultura e a pesca para ensinar sobre a mensagem do Reino e do Evangelho para as pessoas, e eu particularmente gosto muito dessas ilustrações, pois aprecio essa vida. Em dois momentos (Jo 15:1-6 e Lc 13:6-9) ele traz duas parábolas para Seus discípulos. A primeira sobre a videira verdadeira e segunda sobre uma figueira que não dava frutos. Com a leitura, pude refletir em alguns pontos que quero compartilhar com vocês.
- Se eu ou você não estamos frutificando em momento nenhum, devemos nos arrepender! (Lc 13:6-9)
Fomos chamadas para ser parte de um Reino onde cada um desempenha a sua função e isso é um privilégio. Éramos moribundas, galhos inúteis que por si só não éramos capazes de produzir nada e fomos ligadas a uma árvore que nos torna capazes de produzir frutos. Então vamos frutificar! Deus nos deu, por meio de Cristo uma nova chance e não podemos desperdiçar. Não podemos ficar ocupando um espaço que poderia ser preenchido com alguém que renderia frutos, sem render fruto nenhum, devemos ser frutíferas! Ou ficaremos como aquela mangueira daquele quintal, florescendo – fazendo de conta que vamos dar frutos, mas ninguém nunca vê esses frutos. (Cl 1:21-23)
- Precisamos ser podadas das nossas velhas práticas para poder frutificar mais e melhor (Jo 15:2).
E é exatamente isso que Deus quer fazer com cada uma de nós que estamos em Cristo. Nos podar para que sejamos mais frutíferas. Mas o que seria essa poda?
O termo grego utilizado para a palavra poda também é utilizado para limpa. Deus, nosso Pai, quer nos limpar. O motivo pelo qual um agricultor faz a poda nas árvores retirando os galhos e folhas mortas, é para que a planta não gaste sua energia e nutrientes com aquilo que não vale a pena ser cultivado e que atrapalha o desenvolvimento do fruto. Deus quer limpar de nós aquilo que pode atrapalhar a nossa frutificação. Certamente, existe ainda alguns gravetos de pecado em nosso coração que sugam a nossa energia e que atrapalham o nosso crescimento, e é exatamente isso que Deus deseja remover do nosso coração.
- Não há outra forma de frutificar senão permanecendo em Cristo Jesus (Jo 15:5).
Podemos observar que enquanto Jesus fala com Seus discípulos em João 15:1-6, ele vai repetir a palavra permanecer pelo menos seis vezes (NVI). Claramente, ele quis trazer para eles a importância dessa atitude. Para produzirmos frutos e continuarmos sendo limpas pelo nosso grande Agricultor, precisamos permanecer em Cristo. Não há outra maneira de crescer. Somos incapazes de produzir algo e até mesmo de nos sustentarmos sozinhas, sem Cristo não passamos de galhos secos e mortos.
Finalmente, irmãs, Deus espera de nós aquilo para o que fomos chamadas a fazer – frutificação, e nesse trabalho existe atividade dos dois lados: a nossa entrega em se deixar ser limpa e usada pelo nosso Agricultor e o agir dEle em nós, nos podando e limpando os nossos corações daquilo que atrapalha o nosso desenvolvimento.
Reflita:
O que está atrapalhando o desenvolvimento dos seus frutos e precisa ser podado? Você quer que essa limpeza aconteça?
