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Escrito por Ayane Nayara, assistente brasileira do Ministério Irmã Rosa de Ferro
”Disse Jesus: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e concluir a sua obra.” (João 4:34)
A palavra “hiperfoco” denomina a ação de você dedicar toda a sua atenção a algo por um longo período. É como quando nós encontramos algo que faz muito sentido para fazermos em determinado momento e ficamos tão focadas e determinadas em concluir aquilo que até esquecemos de comer. Aquilo ali é o nosso deleite naquele momento, nada mais importa. Esquecemos até das nossas necessidades básicas por causa daquilo.
No texto de João 4 vamos ler o momento em que Jesus se encontra com a mulher samaritana. Como mencionado no texto, os samaritanos e judeus não se davam bem (Jesus – judeu, a mulher – samaritana). Quando os discípulos os encontram conversando, acham aquilo bem estranho, mas não questionam.
Desde o início do evangelho escrito por João, vemos Jesus em ação. Ele é descrito como a ação da Palavra. Antes de chegar ao capítulo 4 vemos uma sequência de encontros que o Mestre teve com algumas pessoas, os quais renderam fruto.
Cristo veio ao mundo com uma missão muito clara: pregar a Palavra de Deus e trazer a mensagem de esperança da salvação para todos os povos.
Veja, a mulher samaritana, não era alguém que não conhecia a Deus, pelo contrário, ela esperava pela chegada do Messias para que Este viesse e explicasse como deveria ser a adoração. Ela era alguém cuja esperança de ser salva estava sendo minada por aqueles que deveriam lhe trazer essa esperança - segundo os judeus, ela estava condenada e nem era considerada povo de Deus (os samaritanos vinham de um contexto em que pessoas israelitas se misturaram com outros povos, sendo desconsiderados pelos judeus como povo de Deus, além disso eles divergiam entre suas práticas religiosas, o que gerava essa tensão entre os dois povos).
Neste encontro vemos Jesus cumprindo a sua missão – restaurar a esperança daquela mulher. Ele não estava preocupado se o horário do almoço já havia passado, ou se ela ia servir ou não a água para Ele, vemos aqui uma ação intencional em se aproximar e tocar na vida daquela mulher.
Esse era o hiperfoco de Jesus, dar fruto. Era disso que Ele alimentava o Seu Espírito, cumprir a missão à qual havia sido designado.
Deus também nos chamou para uma grande missão – ser sal e luz desse mundo. Isso implica em apresentar a mensagem do Evangelho aos que não conhecem, restaurar a esperança dos que são considerados indignos da salvação por meio da mensagem da cruz e viver em amor com o Seu povo – a igreja.
Infelizmente estamos em um mundo onde a atenção para as próprias necessidades estão sempre a frente do outro. É sempre falado sobre a alta performance onde VOCÊ pode atingir SUAS metas e SEUS objetivos, porém esquecemos da validade desses frutos. Enquanto corremos em busca de coisas que vão ficar nessa vida, Cristo nos chama para uma missão que produz frutos eternos – nosso crescimento espiritual e o resgate daqueles que estão perdidos.
Certamente, não estou falando para que deixemos de comer e esqueçamos da vida que vivemos aqui. Falo para que possamos pensar em quais tem sido as nossas prioridades enquanto vivemos como pessoas que decidiram seguir o chamado do Mestre.
Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas. (Cl 3:1-2)
Basta olharmos a nossa volta, vamos ver pessoas que ainda não conhecem o Salvador, pessoas que já ouviram falar dEle, mas não da forma correta, gente que precisa encontrar aquele Jesus que é fonte de água viva, cheio de graça e misericórdia por aqueles que os homens condenam como indignos da Sua palavra.
Temos um Espírito dentro de nós, que se alimenta da prática da justiça de Deus, o mesmo Espírito que habitou em Cristo (Jo 1:32-33) e se saciava em fazer a vontade Do Pai. Ele tem fome e sede dessa ação e Deus prometeu nos saciar (Mt 5:6).
Os discípulos estavam surpresos com a ação de Jesus porque enxergavam apenas uma mulher indigna, mas Jesus via um solo disposto a receber a semente do evangelho e ser regado pela água viva. Ele via ali mais um cumprimento da sua missão. Não apenas um item de sua lista de tarefas marcado, mas um fruto prestes a ser gerado.
E nós? Onde estamos alimentando o nosso espírito? Para onde está voltado o nosso hiperfoco?
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Escrito por Kathy Reagan, voluntária no Ministério Irmã Rosa de Ferro em Texas
Sou jardineira há muitos anos. Não é maravilhoso como Deus nos ensina lições de vida por meio de Sua criação?
Há alguns anos, plantei uma horta grande junto com minha nora, Sharon. Um amigo veio com um trator e limpou uma área enorme para nós; estávamos muito empolgadas! Levamos dois dias inteiros de trabalho árduo na horta para plantar tudo o que queríamos cultivar, incluindo arbustos de mirtilo, uma boa seleção de ervas, uma grande variedade de legumes e até algumas árvores frutíferas. Já conseguíamos sentir o gostinho daquelas frutas e legumes! E imaginem só as variações deliciosas de pratos comuns do dia a dia com o toque das ervas frescas!
Bom, aquele ano teve o verão mais chuvoso da história: céu nublado todos os dias e pouquíssimo sol durante toda a estação. (E isso era algo muito raro na nossa região do Colorado!) Nem preciso dizer que colhemos muito pouco da nossa horta enorme; apenas algumas cenouras, se estou lembrando certo.
O que podemos aprender com essa experiência?
Nós, assim como um jardim, precisamos da luz do sol para crescer e dar frutos! A Palavra nos diz: “…cresçam, porém, na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pe 3:18a NVI). Vemos que é da vontade de Deus que cresçamos em nossa caminhada espiritual com Ele. De fato, é um privilégio e uma alegria olhar para trás e ver o crescimento espiritual em nossas vidas!
Nosso objetivo é a maturidade espiritual para que possamos dar frutos, estando firmadas na fé, com raízes que se aprofundam e nos ancoram em nosso Criador (Cl 2:7).
E, assim como o meu jardim, o nosso crescimento rumo à maturidade requer luz.
Vejamos a definição de luz: brilho perfeito, radiância pura.
“…Deus é luz e nele não há treva alguma” (1Jo 1:5b).
Como nos alimentamos da Luz para crescer?
- Anseie pelo leite puro da Palavra. “Como crianças recém-nascidas, desejem de coração o leite espiritual puro, para que por meio dele cresçam para a salvação” (1Pe 2:2). Assim como um bebê anseia pelo leite materno e precisa dele para sobreviver, nós ansiamos por ser alimentadas pela Palavra de Deus, Seu ensino. Da mesma forma que um jardim recém-plantado extrai seu alimento da luz para crescer, nós nos nutrimos da luz de Jesus presente na Palavra de Deus.
- Andem na Luz. “Porque antes vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz — pois o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade — e aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor” (Ef 5:8-10). A luz gloriosa de Deus nos aquece, nos alimenta, nos guia e ilumina o nosso caminho. “A tua palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho” (Sl 119:105).
- Dissipe as trevas. Lembra que “Deus é luz e nele não há treva alguma.” Portanto, ao buscarmos aprender o que agrada o Senhor:
- Precisamos arrancar as ervas daninhas que surgem constantemente em nossa vida. “…livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve e corramos com perseverança a corrida proposta para nós" (Hb 12:1).
- A poda é necessária. “Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria” (Cl 3.5). Assim como aparamos as partes fracas de nossas plantas saudáveis para que continuem crescendo bem, às vezes precisamos podar a nossa própria vida!
À medida que alcançamos a maturidade espiritual, a Luz inevitavelmente brilha intensamente em nós, e abençoamos o mundo à medida que as pessoas veem o nosso Pai em nós e são atraídas a Ele.
Assim como no meu jardim, quando a Luz é obstruída ou limitada, o crescimento se torna extremamente lento e pode não haver fruto algum — ou até mesmo morte.
Irmãs, permitam-me incentivar fortemente todas nós a deixar que a luz brilhe intensamente em nosso interior diariamente, nutrindo nosso espírito com a Palavra de Deus, caminhando todos os dias na luz gloriosa do exemplo de Jesus e avaliando regularmente nosso próprio crescimento espiritual, para que possamos eliminar constantemente o pecado que tenta crescer lentamente ao nosso redor e nos sufocar.
Então, a luz gloriosa de Jesus brilhará a partir de nós para abençoar o mundo e aqueles ao nosso redor; e nós daremos fruto e seremos agradáveis ao Pai das luzes (Tg 1:17)!
