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Escrito por Betânia Sousa, voluntária no Ministério Irmã Rosa de Ferro em Belo Jardim, Pernambuco
Quando pensamos na Igreja Primitiva, muitas vezes nos impressionamos com os números, os milagres e o crescimento rápido. Mas o livro de Atos nos revela algo ainda mais profundo: o fruto não nasceu da estrutura, mas da transformação. Antes de impactar o mundo, aquela igreja foi profundamente transformada pelo Espírito Santo.
Em Atos 2, após o derramar do Espírito, vemos uma comunidade marcada pela perseverança, pela comunhão e pela simplicidade do coração. Eles “perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações” (At 2:42 NVI). O fruto começou dentro, no coração, e depois se manifestou fora. Não era uma fé limitada ao templo, mas vivida nas casas, nas relações e no cuidado uns com os outros.
Essa transformação nos confronta como mulheres de fé. Muitas de nós servimos, cuidamos, sustentamos lares e ministérios, mas às vezes fazemos isso sem permitir que Deus transforme áreas profundas da nossa vida. A Igreja Primitiva nos ensina que não há fruto verdadeiro sem vida transformada. Frutificar não é fazer mais, é permitir que Deus seja mais em nós.
Outro aspecto marcante em Atos é a transformação do medo em ousadia. Os discípulos eram pessoas comuns, sem reconhecimento social, mas cheios do Espírito. “Reconheciam que haviam estado com Jesus” (At 4:13). O Espírito não mudou apenas o comportamento deles; mudou sua identidade e postura diante do mundo.
Quantas mulheres hoje carregam silêncios antigos, inseguranças e feridas que tentam sufocar o chamado? A Igreja Primitiva frutificou porque não permaneceu paralisada pelo medo. Elas e eles oraram, foram cheios novamente do Espírito e anunciaram a Palavra com coragem (At 4:31). Quando Deus transforma o interior, a ousadia floresce naturalmente.
Atos também nos ensina que as provações podem ser instrumentos de frutificação. A perseguição que se levantou após a morte de Estêvão parecia uma derrota, mas se tornou expansão: “Os que foram dispersos iam por toda parte anunciando a palavra” (At 8:4). O que parecia interrupção virou semente.
Essa verdade consola mulheres que enfrentam perdas, mudanças inesperadas ou estações difíceis. Nem toda dor é sinal de fim; algumas são caminhos que Deus usa para nos levar a frutificar em lugares novos. A transformação não remove todas as dores, mas dá sentido a elas.
O tema deste mês “Nosso propósito é dar fruto”, encontra em Atos uma resposta clara: o fruto é consequência de uma vida rendida ao Espírito. Não nasce da comparação, da pressa ou da performance espiritual. Nasce da obediência diária, da comunhão sincera e de corações disponíveis para serem moldados.
A Igreja Primitiva deu fruto porque permitiu que Deus transformasse sua forma de viver, de se relacionar e de responder às adversidades. O mesmo Espírito que agiu em Atos continua agindo hoje, transformando mulheres comuns em testemunhas vivas da graça.
Que o nosso desejo não seja apenas produzir resultados visíveis, mas viver de tal forma que o fruto seja inevitável. Afinal, a igreja, e cada mulher que a compõe, só cumpre seu propósito quando permite que Deus a transforme primeiro.
A Igreja que dá fruto é aquela que aceita ser transformada por Deus todos os dias.
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Escrito por Jocelynn Goff, voluntária no Ministério Irmã Rosa de Ferro em Arkansas, EUA
Plantei uma horta novamente este ano e estou ansiosa pela colheita de tomates, pepinos, berinjelas e pimentões. Estou particularmente ansiosa por uma das minhas comidas favoritas: um sanduíche crocante de pepino e tomate fresco. Um tomate fresco em um sanduíche BLT (bacon, alface e tomate) pode ser o seu favorito, ou uma salada de pepino e tomate, ou molho de salsa fresco. Seja o que for, se vier fresco da horta, é sempre melhor do que comprado no mercado. Mas muitas vezes é difícil saber se a colheita será abundante, com bastante para compartilhar, ou apenas muito trabalho para uma colheita decepcionante.
No entanto, sabemos que se Deus planta uma horta ou vinhedo, a colheita será farta e não decepcionará. Como lemos em Zacarias 8:12 (NVI): “Haverá uma rica semeadura, a videira dará o seu fruto, a terra produzirá as suas colheitas e os céus derramarão o seu orvalho. Eu darei essas coisas como herança ao remanescente de todo este povo.”. Esta é uma promessa de Deus ao remanescente de Israel. Deus está dizendo a eles que lhes dará abundância.
Ao prosseguirmos com a leitura de Zacarias 8, vemos que existem condições que exigem obediência e que fazem parte dessa promessa. Os versículos 16 e 17 dizem: “Isto é o que vocês devem fazer: falem somente a verdade uns aos outros e julguem segundo a verdade nos seus tribunais, a fim de promover a paz. Não planejem no íntimo o mal contra o seu próximo nem amem jurar com falsidade, porque eu odeio todas essas coisas — declara o Senhor.”. E, vejam só: se agirem em obediência, o resultado, como Zacarias 8:22-23 revela, será: “E muitos povos e nações poderosas virão buscar o Senhor dos Exércitos em Jerusalém e suplicar o seu favor”. Assim diz o Senhor dos Exércitos: “Naqueles dias, dez homens de todas as línguas e nações agarrarão firmemente a barra das vestes de um judeu e dirão: ‘Nós vamos com você porque ouvimos dizer que Deus está com o seu povo’ ”.
Então, Deus dá ao remanescente uma colheita abundante para desfrutar se obedecerem aos Seus mandamentos, e o resultado é outro tipo de fruto. Este é o fruto de alguém que deseja conhecer o Senhor.
Essa é uma progressão realmente incrível de fruto, obediência e dando fruto.
No entanto, sei que você pode estar pensando que esta é uma situação do Antigo Testamento e que não se aplica aos dias de hoje, nem a mim. Vejamos algumas passagens do Novo Testamento. Em João 13:34, Jesus diz: “Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros.” Aplicando o princípio de seguir os mandamentos do nosso Senhor, se amarmos uns aos outros, pois o amor faz parte do fruto do Espírito mencionado em Gálatas 5:22, o resultado será que todos saberão que somos Seus discípulos.
Este é o fruto duplo: fruto dentro de nós e fruto ao nosso redor, porque eles sabem que somos Dele.
Para aprofundar essa ideia, sabemos que o fruto do amor não vem do nosso próprio esforço. Precisamos morrer para nós mesmas, assim como uma semente morre ao ser plantada para produzir uma colheita. João 12:24 nos lembra: “Digo-lhes verdadeiramente que, se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto.”
Além disso, em Romanos 7:4b, também damos fruto por meio do corpo de Cristo, como diz: “Assim, meus irmãos, vocês também morreram para a lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerem a outro, àquele que ressuscitou dos mortos, a fim de que venhamos a dar fruto para Deus.”. Se pertencemos a Ele, então daremos fruto. Isso me lembra as palavras de Jesus em João 15:5: “Eu sou a videira, e vocês, os ramos. Se alguém permanecer em mim, e eu permanecer nele, esse dará muito fruto, pois sem mim vocês não podem fazer nada.”
Como acredito que todas as Irmãs Rosa de Ferro desejam dar fruto, devemos nos fazer estas perguntas:
- Estou em obediência, praticando o fruto do Espírito de amor para que outros saibam que sou Dele?
- Me tornei uma semente e morri para mim mesma?
- Pertenço Àquele que ressuscitou dos mortos? E permaneço Nele porque nada posso fazer sem Ele?
Bênçãos a todas as minhas irmãs do MIRF enquanto seguimos em frente em obediência e dando fruto.
