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Escrito por Silene Coelho, voluntária do Ministério Irmã Rosa de Ferro em Manaus
A mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola, com as próprias mãos, a derruba. (Pv 14:1)
Quando eu leio esse versículo, lembro que sabedoria não é simplesmente conhecer a Bíblia ou ter muitos anos de experiência. Ser sábia é viver de forma prática o que Deus ensina, é fazer escolhas que constroem e não destroem. E isso não depende se eu sou solteira, casada, viúva ou divorciada. A sabedoria é um chamado para todas nós.
Precisamos entender que a verdadeira sabedoria não depende do estado civil. Ser sábia é viver de modo que minhas ações edifiquem, que minhas escolhas reflitam Cristo e que minha vida seja útil no Reino. E isso é possível para qualquer mulher — solteira, viúva ou divorciada. Os cristãos solteiros devem entender que podem experimentar uma vida maravilhosa com liberdade, emoção e felicidade e ao mesmo tempo cumprir o propósito de Deus em suas vidas.
Estar solteira me deu um aprendizado profundo: santidade é mais do que “não pecar” na área sexual. É viver separada para Deus em todas as áreas — pensamentos, relacionamentos, escolhas. Paulo falou sobre isso em 1 Coríntios 7:8-9, lembrando que o casamento é bênção, mas que a vida solteira também pode ser vivida para a glória de Deus. Já vi solteiras se envolverem em relacionamentos sem propósito, apenas para não estarem sozinhas, e vi como isso pode gerar mágoa. A mulher sábia entende que esperar em Deus é mais seguro do que apressar as coisas. Isso não significa ficar passiva, mas escolher caminhos que preservem a paz e a pureza.
Uma das bênçãos da solteirice é a liberdade para servir. Paulo menciona que a mulher solteira pode se dedicar mais às coisas do Senhor (1Co 7:32-35). Eu vejo isso na vida de muitas mulheres: elas têm tempo para estar em ministérios, visitar pessoas, participar de eventos missionários e estudar a Palavra de forma mais intensa. Também se nota na vida de viúvas que, depois da perda, encontraram no serviço cristão uma nova força para viver, e de mulheres divorciadas que reconstruíram sua fé e autoestima servindo aos outros. Essas histórias mostram que o servir não apenas abençoa quem recebe, mas também cura e fortalece quem serve.
Mesmo não estando em um relacionamento, sei que minhas escolhas diárias definem o tipo de mulher que serei amanhã. Escolher amigos que me aproximam de Deus, administrar bem minhas finanças, investir no meu crescimento pessoal e espiritual — tudo isso é edificar minha “casa” interior. Se um dia o casamento vier, é importante estar emocionalmente saudável e espiritualmente firme. Mulheres sábias — sejam casadas, viúvas ou divorciadas — mostram que escolhas corretas hoje constroem um futuro sólido e abençoado. Como disse C.S. Lewis: “O coração de uma mulher deve estar tão escondido em Deus que o homem precisa buscar a Ele para encontrá-la.”
Mesmo adulta e independente, aprendi que obedecer e respeitar autoridades são parte da sabedoria. Isso inclui honrar os pais (Ex 20:12), mesmo que viva sozinha, e ouvir líderes espirituais (Hb 13:17). A obediência não diminui, mas protege e fortalece. Viúvas e divorciadas que mantêm essa postura de humildade e respeito mostram que essa é uma chave para preservar relacionamentos e abrir portas para novas oportunidades.
A solteirice me ensinou que o amor próprio não é egoísmo, mas um mandamento que exige paciência e reflexão constante sobre minhas atitudes (Lc 10:27). Passei a valorizar meu bem-estar, a dizer “não” quando necessário, a proteger meu descanso e a nutrir minha mente com coisas que edificam. Também aprendi que a solidão pode ser um presente — um tempo para me aprofundar no relacionamento com Deus, sem distrações. Viúvas que, após anos cuidando de outros, aprenderam a cuidar de si mesmas, e divorciadas que redescobriram sua identidade após a separação, mostram que amar a si mesma é estar preparada para amar melhor os outros.
Ser sábia é um chamado para todas as mulheres, independentemente do estado civil. “Solteira sim, mas não solitária!” — pois o vazio não vem da ausência de um marido, mas da falta de Jesus, a única fonte de plenitude. O valor da mulher está em Cristo, e até o dia das bodas do Cordeiro (Ap 19:7), o propósito é viver como a mulher de Provérbios 14:1, edificando e não destruindo.
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Escrito por Jocelyn Goff, voluntária no Ministério Irmã Rosa de Ferro em Arkansas
“Muito bem, servo bom e fiel!” (Mt 25:21a). Como cristãs, essas são palavras de bênção e afirmação que todas ansiamos ouvir. Elas trazem esperança e paz às nossas almas enquanto vivemos nossa fé em um mundo cheio de lutas, dores e enganos. Isso nos leva à seguinte pergunta: como podemos ouvir essas palavras?
Para responder a essa pergunta, vamos analisar todo o contexto da história que Jesus nos conta.
"E também será como um homem que, ao sair de viagem, chamou seus servos e confiou-lhes os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um; a cada um de acordo com a sua capacidade. Em seguida partiu de viagem. O que havia recebido cinco talentos saiu imediatamente, aplicou-os, e ganhou mais cinco. Também o que tinha dois talentos ganhou mais dois. Mas o que tinha recebido um talento saiu, cavou um buraco no chão e escondeu o dinheiro do seu senhor. Depois de muito tempo o senhor daqueles servos voltou e acertou contas com eles. O que tinha recebido cinco talentos trouxe os outros cinco e disse: ‘O senhor me confiou cinco talentos; veja, eu ganhei mais cinco’. O senhor respondeu: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco; eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor!’” (Mt 25:14-21)
Se lermos mais a fundo, veremos que o homem a quem foram dados dois talentos recebeu as mesmas palavras de afirmação: “Muito bem, servo bom e fiel!” (Mt 25:23a). No entanto, o homem a quem foi dado um talento não recebeu essas mesmas palavras de bênção. Em vez disso, recebeu palavras duras de seu senhor: “Servo mau e negligente!” (Mt 25:26a).
Espere, será que o homem que tinha um talento também não poderia ter recebido as palavras: "Muito bem, servo bom e fiel"? (Mt 25:21 e 23). Sim, acredito que poderia. No entanto, ele agiu por medo e presumiu que seu senhor era um homem severo, então foi e escondeu seu talento na terra.
Em contraste, tenho certeza de que meus pais, que recentemente ascenderam à sua recompensa eterna, ouviram aquelas preciosas palavras: “Muito bem, servo bom e fiel” (Mt 25:21). Eles foram, sem dúvida, fiéis administradores dos cinco talentos que seu Mestre lhes deu para abençoar outros e glorificá-Lo. Em contrapartida, receberam outras responsabilidades. Embora eu reconheça que a referência nas Escrituras se refere a dinheiro, creio que também se aplica a habilidades. Meus pais usaram tanto dinheiro quanto habilidades para multiplicar no Reino de seu Mestre.
Também conheci muitos mordomos fiéis que receberam um talento, mas não agem com medo, nem se comparam com aqueles que receberam mais talentos. Pelo contrário, pela fé, estão empenhados na obra do Reino, usando seus recursos e habilidades para a glória de Deus.
A questão para cada uma de nós não é quantos talentos recebemos do nosso Mestre, mas se somos mordomas fiéis desses talentos. Estamos usando-os ou escondendo-os? Oro para que cada uma de nós se avalie, se dedique à obra do Reino com o que nos foi dado e que todas ouçamos as benditas palavras: “Muito bem, servo bom e fiel!” (Mt 25:21a e 23a).
