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Escrito por Deanna Brooks, voluntária no Ministério Irmã Rosa de Ferro em Arkansas
Gratidão... agradecimento… reconhecimento. A maioria de nós provavelmente aprendeu a importância de agradecer a alguém quando faz algo por nós.
Nos Estados Unidos, temos um feriado em novembro que chamamos de Dia de Ação de Graças. Famílias e amigos costumam se reunir para compartilhar uma refeição. Eles podem assistir ao desfile do Dia de Ação de Graças da Macy's e, muitas vezes, a um jogo de futebol americano. Mas eu me pergunto quanto tempo é gasto em realmente ser grato... não apenas por nossas bênçãos físicas, mas por um Deus que nos ama profundamente.
Em Efésios 5:20, o apóstolo Paulo nos encoraja com estas palavras: “...dando graças constantemente a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (NVI).
“Dando graças constantemente”... Nós fazemos isso?
Davi, um homem segundo o coração de Deus, escreveu muitos salmos de ação de graças. O que torna as palavras de Davi tão especiais para mim é que ele enfrentou muitas lutas. Ele teve que fugir e se esconder do Rei Saul por cerca de 10 anos... seu pecado com Bate-Seba... batalhas constantes contra os inimigos de Israel... e discórdia dentro de sua própria casa, entre seus filhos.
Ainda assim, ele tinha um coração agradecido.
No livro de 1 Crônicas 16:8-36 lemos um cântico de Davi quando a arca retornou a Jerusalém após ser tomada pelos filisteus. Nos versículos 8 e 9, vemos Davi explodindo em gratidão e louvor: “Dêem graças ao Senhor, clamem pelo seu nome, divulguem entre as nações o que ele tem feito. Cantem para ele, louvem-no; contem todos os seus atos maravilhosos.”
Ao longo do livro dos Salmos, há muitas expressões de gratidão escritas por Davi.
O Salmo 100 é o primeiro que vem à mente de muitas pessoas: “Entrem por suas portas com ações de graças, e em seus átrios, com louvor; dêem-lhe graças e bendigam o seu nome. Pois o Senhor é bom e o seu amor leal é eterno; a sua fidelidade permanece por todas as gerações” (v 4-5).
No Salmo 111, Davi começa dizendo que dará graças ao Senhor de todo o coração.
O Salmo 30 parece ter sido escrito após uma experiência de quase morte... talvez quando Davi fugia do Rei Saul... e ele encerra o versículo 12 com estas palavras: “Senhor, meu Deus, eu te darei graças para sempre.”
O Salmo 9 provavelmente foi escrito após uma vitória sobre um dos inimigos de Israel, e no versículo 1, Davi diz: “Senhor, quero dar-te graças de todo o coração e falar de todas as tuas maravilhas.”
No Salmo 28:7, Davi reconhece o Senhor como sua força e escudo:
O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele o meu coração confia, e dele recebo ajuda. Meu coração exulta de alegria, e com o meu cântico lhe darei graças. O Senhor é a força do seu povo, a fortaleza que salva o seu ungido.
O Salmo 119 mostra o coração de Davi pelo Senhor enquanto ele O louva com gratidão:
“Como eu amo a tua lei! Medito nela o dia inteiro” (v 97).
“Como são doces para o meu paladar as tuas palavras! Mais do que o mel para a minha boca!” (v 103).
“A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho” (v 105).
“Os teus testemunhos são a minha herança permanente; são a alegria do meu coração” (v 111).
Estes são apenas alguns dos escritos de Davi que mostram por que ele é chamado de “um homem segundo o coração de Deus” (1Sm 13:14; At 13:22).
A chave para Davi ser um homem segundo o coração de Deus encontra-se no Salmo 119:10: “Eu te busco de todo o coração.”
Ao ler os Salmos, algo que me chama a atenção é que Davi meditava continuamente na bondade de Deus, no que Deus havia feito e em como Deus continuava a segui-lo e protegê-lo... não apenas de seus inimigos, mas também de seus próprios pecados. A resposta de Davi foi de gratidão.
Deus continua a nos perseguir com a mesma diligência hoje. No Salmo 23:6, lemos: "Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão" (ACF). A palavra hebraica para "seguir" significa uma "perseguição intensa"... como um leão perseguindo sua presa. Deus quer nos resgatar das garras de Satanás. Nossa resposta à Sua busca é como a de Davi, um coração que O busca e se enche de gratidão?
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Escrito por Isabela Lima, voluntária no Ministério Irmã Rosa de Ferro em Boa vista - Roraima
Era 2017 quando tive que viver o luto de forma pesada. Mais pesada do que eu achava que aguentaria passar. Havíamos participado de um retiro espiritual em fevereiro onde o tema trabalhado foi: Seja forte e corajoso. E como eu precisei ser.
Em maio daquele ano, recebemos a triste notícia de que meu cunhado havia partido de forma repentina. E de certa forma injusta. Aquela notícia devastou e dilacerou o coração do meu esposo e sua família.
Eu o via sofrendo, e tudo ao nosso redor era pranto e dor.
Alguém que ele amava muito, havia partido.
Foi aí que comecei a ver tão grande amor que Deus tinha e tem por nós, o seu cuidado apesar de tudo. A Igreja do Senhor cuidava de nós e nos amparava como crianças que precisavam chorar no colo de alguém.
A dor era imensa, a cidade comovida por coisa tão horrível ter acontecido.
E vendo os que eu amava naquela situação, pedia a Deus que transferisse para mim ao menos um pouquinho daquilo que os via sentindo.
O que eu não sabia era que após alguns meses, eu sofreria exatamente a mesma coisa.
Agora, era meu irmão que havia falecido. E eu me sentia totalmente imersa numa nuvem de luto. Mais uma vez a Igreja do Senhor nos abraçava e fomos cuidados com muito amor. A igreja cuidava de nós, e nós cuidávamos dos nossos.
O luto é sombrio, é doloroso e sofrido demais. Os cultos passaram a ser um lugar onde apenas chorávamos.
Mas, por trás de tanta dor, o sentimento estranho (para aquele momento) de gratidão me invadia. Não pelo que havia acontecido, mas porque eu podia sentir a mão poderosa de alguém que cuidava de mim em meio a aflição. Além disso a herança de uma família terrena, mais conhecida como Igreja do Senhor, que estava inteiramente ao meu lado.
O meu despertar para servir mais a Deus aconteceu depois dessa experiência. Ao vivê-la, percebi que eu era cristã, mas não estava dedicando ao Senhor tudo o que eu poderia ou deveria dedicar. Então, em vez de me apegar à dor, me agarrei à ideia de que poderia servir melhor a Deus, entregar a minha vida a Ele e me preparar para, quando visse outras pessoas passando pelo mesmo, poder ajudá-las de alguma forma.
Esse processo também foi uma forma de cura para o luto. Servir a Deus, me aproximar mais dEle e me envolver mais no trabalho da igreja me fortaleceram. Se não fosse por isso, hoje eu não estaria em Boa Vista, servindo outras pessoas. Entendo que tudo está debaixo da permissão do Senhor e que há propósito em todas as coisas. O que precisamos é decidir de qual ângulo vamos olhar: se é apenas o problema em si ou se é a forma como Deus age através dele. Afinal, Jesus disse que no mundo teríamos aflições, mas que tivéssemos bom ânimo (Jo 16:33).
Eu penso muito nisso: foi uma aflição que me tornou mais madura para me apegar a Deus e confiar no meu Pai, que sempre sabe o que é melhor para mim. Em nenhum momento quis descontar no Senhor ou questionar por que estava passando por aquilo. Pelo contrário, desejei ir aos pés dEle, chorar quando fosse preciso, ajudar as pessoas que precisavam de mim e aprender a estar mais presente na igreja, a trabalhar melhor e a servir mais.
Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus. (1Ts 5:18)
“Estejam sempre agradecidos”: o luto me mudou, mas não me moldou ao seu padrão escuro de dor. Foi através dele que me aproximei ainda mais do meu Pai celestial.
“Haja o que houver”: Ainda que eu perca minha parentela, Deus está comigo, e a sua promessa de que um dia estarei com Ele vivendo nos céus é o que me impulsiona a ansiar por Ele.
Afinal, quem me separará do amor de Deus revelado em Cristo nosso Senhor?
