Nós amamos construir relacionamentos. Inscreva-se no nosso blog para receber um e-mail sempre que publicarmos um novo artigo. Em breve, nossas e-news e newsletters estarão disponíveis em português.
Escolher Artigos por Hashtag
Enquete
Precisamos da sua opinião sobre como melhor atender às necessidades espirituais das mulheres brasileiras. Obrigada por compartilhar da sua voz!
Visite nossa loja
Outras línguas
Blog
Mais postagens do blog abaixo
- Detalhes

Quando lemos em Efésios 4:29 “Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem.” (NVI), é necessário ter em mente que é uma ordem para todos os cristãos em todos os tempos, lugares e circunstâncias. Por isso, percebemos o compromisso que poder nos expressar representa, como indica a Palavra, para que a nossa fala seja edificante para quem nos escuta, evitando sempre o contrário.
Confesso que esse compromisso tem sido uma luta difícil para mim em diversas ocasiões, e ainda mais na minha vida como cristã. Antes de estudar a Palavra, quando li ou ouvi este versículo, parecia ser dirigido a pessoas que eram maldosas em sua linguagem, descontroladas, ou que sempre falavam com malícia e duplo sentido, ofendendo e zoando os outros. Achei que não era dirigido a mim, que, embora de vez em quando dissesse um palavrão, procurava ter cuidado onde e para quem o dizia, respeitando as pessoas com quem tinha algum contato.
Mais tarde, como cristã, lembro de uma situação que aconteceu comigo durante uma aula de discipulado que participei logo após ser batizada.
Cheguei 15 minutos antes da reunião marcada para 8 horas e encontrei apenas a irmã que organizava aquela turma, que estava lá desde às 7h30. O resto do grupo chegou durante a próxima meia hora. Muito mais tarde, a irmã que ministrou a aula foi a última a chegar com outra irmã. Quando perguntei o que havia acontecido com elas e por que estavam tão atrasadas, a irmã me disse que era a hora que a pessoa responsável havia contado a ela, porque elas precisavam esperar até que todos estivessem lá antes de começar.
Fiquei muito chateada e informei à líder que achei desrespeitoso ela chegar quase uma hora atrasada para iniciar a aula. Minha atitude teve resposta imediata: o rosto dela transformou, e ela levou a próxima meia hora compartilhando uma aula improvisada (com suas passagens bíblicas correspondentes) onde ela explicou por que um neófito como eu não deveria puxar a orelha de uma mulher mais madura na fé. Escutei o discurso dela em silêncio, ainda chateada, e então finalmente passamos para o material de aula preparado. Claro, nada do que ela dissesse me convenceu de que ela não havia desrespeitado a todos nós. Sendo venezuelana, deveria estar habituada a essa característica de muitos dos meus compatriotas: o não cumprimento dos horários e a falta de respeito pelo tempo dos outros; no entanto, eu não era e ainda não sou.
Refletindo sobre esta experiência, penso agora que ela, com mais experiência na fé, deveria simplesmente ter pedido desculpas a todos pelo atraso e dito a mim, a insubordinada, que depois conversaríamos com mais calma sobre o assunto, em vez de mostrar que ela estava no comando e que o resto de nós deveríamos respeitá-la e obedecê-la. Concluindo, nós duas falhamos como amigas, irmãs e membros do grupo.
Quantas de vocês já passaram por algo assim? (Lembro de uma história compartilhada pela nossa irmã Michelle onde ela nos relatou uma experiência semelhante envolvendo uma caminhada na praia). Felizmente, essas experiências agora parecem muito distantes, e nós lembramos delas de forma mais objetiva, embora, para todos no grupo daquele dia, não deve ter sido edificante, apesar do uso da Bíblia e do fato de que palavras corruptas não foram usadas.
Estudando Serviço Social, aprendi o que significa estar em grupo e ainda mais fazer parte de uma equipe: o compromisso, o nível de confiança e a conexão que isso implica. Deveria ser muito fácil transferir isso para os grupos da minha igreja muitos anos depois. No entanto, a experiência me mostrou que tenho falhado no meu compromisso com Deus e com os membros do grupo por causa do jeito que sou, sempre tentando dar instruções sobre a maneira certa de fazer ou dizer as coisas sem ser amorosa, compreensiva e compassiva o suficiente na maioria dos casos. Meu compromisso não é apenas ensinar, mas também escutar e demonstrar a maior empatia, e quero que meu rosto e meus gestos reflitam o amor de Cristo e não apenas minhas palavras. Agora, trabalho diariamente para corrigir e mudar com a ajuda de Deus.
Você e suas irmãs no seu pequeno grupo demonstram amor umas com as outras?
- Detalhes

Como psicóloga, vejo pacientes cheios de ansiedade entrando e saindo do meu consultório diariamente. A ansiedade entre crianças e jovens está em alta. A geração atual é uma das gerações mais ansiosas da história, mas Cristo nos chama para algo diferente. Filipenses 4:6-7 (NVI) nos diz:
Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus.
Ao refletir sobre esse versículo, sou lembrada do momento em que senti mais ansiedade em minha vida e senti que tinha muito pouco pelo que agradecer. Num mundo cheio de coisas que podem nos deixar ansiosas, como podemos ser obedientes às escrituras e permitir que “a paz de Deus, que excede todo o entendimento” entre em nossa vida?
A Provação
Queridas irmãs, confesso que muitas vezes luto com o cronograma de Deus, o que tem sido a principal fonte da minha ansiedade no passado. Passei por momentos particularmente difíceis com o tempo de Deus na primavera de 2018. Meu marido e eu fomos abençoados com uma linda menina um dia antes do Natal de 2014. Discutimos a expansão de nossa família e eu tive uma visão definida de como nossa família deveria ser. Depois de dois anos tentando ter mais filhos, recorremos a profissionais médicos em busca de orientação. Pouco antes da Páscoa recebi um diagnóstico de infertilidade e fui informada que meus óvulos eram de “má qualidade”. Não passou despercebida a ironia de que, embora o mundo fosse decorado com ovos de cores vivas, disseram-me que os meus eram velhos e empoeirados!
De repente, a visão da minha família foi demolida junto com a minha fé. O inimigo usou essa notícia para me separar de Deus e aumentar minha ansiedade e depressão. Achei muito difícil ser grata por qualquer um dos numerosos presentes com os quais Deus nos abençoou anteriormente. Minha ansiedade sobre nosso futuro e como seria nossa família aumentava diariamente e perdi a fé naquilo em que sempre acreditei: que Deus estava sempre trabalhando para o nosso bem. Apesar da minha atitude e falta de fé, Ele ainda estava trabalhando em meu favor. Deus continuou a resolver as coisas para o nosso bem e para o bem dos outros porque Ele pode ver muito mais para as nossas vidas do que nós.
Deus Nunca Falha
Em 2020, fui abençoada com a oportunidade de iniciar um grupo de apoio junto com algumas amigas da igreja para mulheres que também sofrem de infertilidade. Pudemos nos erguer, apoiar umas às outras e direcionar umas às outras para Cristo. Deus usou minhas circunstâncias difíceis para se aproximar de mim e dos outros. Em janeiro de 2021, Deus superou todas as expectativas e descobrimos que estávamos grávidos do nosso filho e ele foi o complemento perfeito para a nossa família na hora certa. Através desta provação, Deus resolveu as coisas para o nosso bem maior e me deu o privilégio de servir outros que trilham um caminho semelhante.
Quando enfrentamos grandes provações, como podemos aumentar nossa gratidão e diminuir ansiedade sobre o futuro?
Confiando nas Disciplinas Espirituais
Achei três disciplinas espirituais úteis para me aproximar dEle e aumentar minha fé em tempos de dificuldades.
1 - Manter um diário de gratidão me ajudou a focar nas coisas que Deus me deu e ver que Ele tem um plano perfeito para minha vida e me dá muito mais do que eu poderia esperar ou orar.
2 - A disciplina espiritual do silêncio e da solidão me ajudou a abafar os pensamentos e opiniões deste mundo e a manter meus olhos em Cristo e no que Ele queria para minha vida. Isso me fez reservar tempo para oração e súplica. Através dessa prática, consegui meditar nas escrituras e diminuir a comparação, inveja e ansiedade que estavam me roubando a alegria que Deus queria para mim.
3 - Por fim, aumentei meu tempo na Palavra e me dediquei à memorização das escrituras para combater pensamentos ansiosos usados pelo inimigo para me fazer duvidar de Deus e de Sua vontade para minha vida.
Embora minha luta com a infertilidade tenha sido difícil, Deus usou esse tempo para aumentar minha fé e me aproximar Dele. Quais disciplinas espirituais você pode incorporar em sua vida diária para interromper o ciclo de ansiedade e começar a viver a vida plena que Deus deseja para você?