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Escrito por Amanda Mirian, voluntária no Ministério Irmã Rosa de Ferro em João Pessoa
Em 1 Samuel capítulo 25 encontramos uma história que envolve, Deus, Davi, Abigail e Nabal.
Davi era o ungido de Deus, Nabal é descrito como um homem, rude, mal e insensato, “alguém tão mal que ninguém conseguiria conversar” (v. 17). Ele era o marido de Abigail, uma mulher descrita como sensata e formosa.
Davi e seus homens ofereceram um serviço de proteção aos bens e aos servos de Nabal, e cobraram por esse serviço, “o que ele pudesse pagar”. Nabal era um homem financeiramente próspero, mas em sua insensatez recusou o pedido de Davi, que, por sua vez, tomado de ira pela atitude de Nabal, jurou morte a todos os homens de sua casa.
Como você lida com a injustiça? Qual é o seu comportamento quando o que é injusto acontece diante dos seus olhos?
A tendência geral é sermos tomadas por ira, revolta, indignação, talvez o desejo de que o culpado receba a devida punição, “quem fez tal coisa deve pagar por isso”, as vezes esquecemos quem foi ferido, quem sofreu a injustiça e investimos toda a nossa energia em punir o culpado. Nesse contexto, a minha ira pode me tornar um agressor.
A raiva está no nosso repertório de emoções básicas; ela aparece diante de situações que consideramos injustas, vem para dar limite e impedir que o mal permaneça, o objetivo é parar o que causa sofrimento. Quando sentimos raiva o nosso limite pessoal foi ultrapassado, comunicando a necessidade de proteção.
Abigail foi informada por um dos seus servos sobre o que Davi havia feito por eles e sobre a atitude de Nabal. O servo disse: “veja o que a senhora pode fazer” (v.17). Ela prontamente se posicionou para resolver a situação. Enviou para Davi e seus soldados uma quantidade generosa de suprimentos e foi ao seu encontro.
O que você diria a um general enfurecido, marchando com seus 400 homens, indo em direção a sua casa com o objetivo de matar todos os homens? Quais seriam as palavras certas? o que faria Davi mudar de ideia?
A atitude de Abigail revelou a sabedoria que vem de Deus: Ela ouviu a necessidade de quem foi ofendido, encontrou meios para suprir a necessidade, foi pacificadora, fundamentou suas palavras e ações no temor do Senhor. Ela lembrou a Davi, o Deus a quem ele servia e quais eram as batalhas que deveriam ser travadas.
Em 1 Samuel 25:23-31 algumas das palavras de Abigail foram: “O senhor dará a você um reino duradouro”; “você trava os combates do Senhor”; “Que nenhuma culpa se ache em Ti”; “Sua vida é protegida e está firmemente assegurada pelo Senhor”; “quando você for líder, não vai se envergonhar de ter derramado sangue desnecessariamente, nem de ter feito justiça com as próprias mãos”.
Ouvindo as palavras de Abigail, Davi louvou ao Senhor pela vida dela, reconheceu que ela foi usada por Deus e que com o seu bom senso, evitou que sangue fosse derramado em nome da vingança.
Quando Nabal soube tudo o que havia acontecido, sofreu um ataque e ficou paralisado. Aproximadamente dez dias depois o Senhor o feriu e ele morreu. Quando Davi ficou sabendo da morte de Nabal, mandou buscar Abigail e a tomou como esposa.
Em Tiago 3:17-18 diz: “Mas a sabedoria que vem do alto é antes de tudo pura; depois, pacífica, amável, compreensiva, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sincera. O fruto da justiça semeia-se em paz para os pacificadores.”
A ira de Davi jamais conseguiria produzir a justiça de Deus. A atitude de uma mulher sábia segundo Deus envolve paz e bom senso. Quando seu coração se encher de fúria ou quando alguém tomado de ira cruzar o seu caminho, lembre-se dos atributos da sabedoria de Deus, lembre-se do Deus a quem você e serve, seja pacificadora e veja que uma mulher cheia da sabedoria que vem do alto, pode evitar uma guerra.
Além da sabedoria, outra característica de Abigail era a beleza. Em 1 Pedro 3:3-4 diz:
A beleza de vocês não deve estar nos enfeites exteriores, como cabelos trançados e joias de ouro ou roupas finas. Pelo contrário, esteja no ser interior, que não perece, beleza demonstrada num espírito dócil e tranquilo, o que é de grande valor para Deus.
Se queremos ser mulheres sábias e belas, precisamos buscar no Senhor esses atributos. A obra do Espírito Santo em nossas vidas, vai moldar o nosso caráter e nos orientar em situações em que a nossas emoções nos convocam para verdadeiras guerras. As palavras certas e atitudes corretas em situações de crise, vem de Deus e não de nós mesmas. Precisamos estar aos pés do mestre Jesus ouvindo e praticando Sua palavra, para estarmos prontas para lidar com as dificuldades, sejam nossas ou das pessoas que cruzarem o nosso caminho.
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Escrito por Ann Thiede, voluntária do Ministério Irmã Rosa de Ferro em Searcy, Arkansas
“Coloca, Senhor, uma guarda à minha boca; vigia a porta de meus lábios.” (Sl 141:3 NVI)
Há dez anos, participei de um desafio de memorização de escrituras da Beth Moore, querendo me tornar uma mulher sábia e de fé. O versículo acima foi minha primeira escolha. Você provavelmente já ouviu a expressão “morda a língua!”. Se você examinasse a minha atentamente, veria que ela é bem irregular. Às vezes, sinto que o versículo deveria dizer “põe um cadeado na minha boca”!
Tiago dedicou metade do capítulo três de sua carta no Novo Testamento explicando em linguagem gráfica o perigo da língua. Eu te encorajo a ler o capítulo inteiro. É uma verdade do Espírito Santo que vale a pena ouvir. Os versículos oito e nove dizem o seguinte:
A língua, porém, ninguém consegue domar. É um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero. Com a língua bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.
Então, há esperança para uma mulher sábia domar a sua língua? Sim, mas vamos primeiro nos aprofundar em suas palavras.
Eu caí na armadilha do "veneno mortal" com a fofoca. Certa vez, uma amiga muito querida me interrompeu quando comecei a lhe contar algo sobre alguém. Ela disse: "Preciso ouvir isso?" Já vi e participei pessoalmente de fofocas que feriram relacionamentos, e isso é "um espinho", uma tentação do maligno, e não quero que ele faça o que quer! Melhor vigiar minha boca e usá-la produtivamente.
Jesus nos dá palavras sábias para consertar relacionamentos:
Portanto, se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta. (Mt 5:23-24)
A reconciliação apresenta uma maneira saudável e curativa de usar a língua. Acertar nossos corações com os outros acerta nossos corações com Deus, mais do que qualquer oferta que possamos dar a Ele. Já vi pessoas vindo a mim com uma queixa e agradeço a Jesus por me dar a humildade e a abertura para aceitar o que precisasse ser reconhecido. Também já fui a outras pessoas pedindo perdão pelo que eu acreditava ser um erro cometido com minha língua ou ações. Isso limpa o ar, não deixando espaço para o maligno produzir ressentimento ou amargura.
Outro veneno mortal da língua é xingar em vez de abençoar. Posso não usar palavrões, mas se você olhasse para a minha mente às vezes quando estou irritada, não seria bonito, e seria muito mais fácil que palavras rudes escapassem. Olhar para os outros como Jesus, não superficialmente, me ajudaria a levantar orações pelo bem deles em vez de xingar. Paulo disse isso desta forma logo após nos chamar a viver não mais para nós mesmos, mas para Jesus: "De modo que, de agora em diante, a ninguém mais consideramos do ponto de vista humano" (2Co 5:16a). Certa vez, vi uma mulher gritando com seus filhos pequenos no supermercado. Meu primeiro impulso foi mundano e crítico. Felizmente, o Espírito Santo me lembrou que eu não conhecia suas circunstâncias, seu passado ou nada sobre ela, o que me ajudou a tirar "o espinho" do meu coração e evitar palavras indelicadas.
Para nos ajudar a ‘cavar mais fundo’, Jesus diz: “Pois a boca fala do que está cheio o coração” (Mt 12:34b). Faria bem meditarmos nestas palavras de Davi, um homem segundo o coração de Deus: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração…” (Sl 139:23a). “Ó Senhor, dá palavras aos meus lábios, e a minha boca anunciará o teu louvor” (Sl 51:15). “Que as palavras da minha boca e a meditação do meu coração sejam agradáveis a ti, Senhor, minha Rocha e meu Resgatador” (Sl 19:14). Tiago nos encoraja: “Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se” (Tg 1:19).
Ao analisar esses pensamentos e escrituras, o que a ajudará a se tornar uma mulher de Deus mais sábia, florescendo e crescendo em sua busca para domar a língua? Espero que você compartilhe com outra irmã em Cristo e encoraje uma à outra.
