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Escrito por Michelle J. Goff, fundadora e diretora executiva do Ministério Irmã Rosa de Ferro
“Sejam férteis e multipliquem-se…” (Gn 1:28 NVI). “a mulher será salva dando à luz filhos…” (1 Tm 2:15). Mandamentos como esses podem ser frustrantes e confusos para mulheres solteiras. E mulheres que anseiam ser mães, mas não conseguem engravidar, podem se sentir desanimadas e desiludidas.
Sem negar os mandamentos originais de procriar e povoar a terra, gostaria de apresentar os princípios de Isaías 54 e João 15 como uma interpretação espiritual desses mandamentos para todos os cristãos, independentemente de seu estado civil.
“Cante, ó estéril,
você que nunca teve um filho;
irrompa em canto, grite de alegria,
você que nunca esteve em trabalho de parto;
porque mais são os filhos da mulher abandonada
do que os daquela que tem marido",
diz o Senhor.
“Alargue o lugar de sua tenda,
estenda bem as cortinas de sua tenda,
não o impeça;
estique suas cordas,
firme suas estacas.
Pois você se estenderá para a direita e para a esquerda;
seus descendentes desapossarão nações
e se instalarão em suas cidades abandonadas."
“Não tenha medo; você não sofrerá vergonha.
Não tema o constrangimento; você não será humilhada.
Você esquecerá a vergonha de sua juventude
e não se lembrará mais da humilhação de sua viuvez.
Pois o seu Criador é o seu marido,
o Senhor dos Exércitos é o seu nome,
o Santo de Israel é seu Redentor;
ele é chamado o Deus de toda a terra.
O Senhor chamará você de volta
como se você fosse uma mulher abandonada e aflita de espírito,
uma mulher que se casou nova,
apenas para ser rejeitada", diz o seu Deus.
“Por um breve instante eu a abandonei,
mas com profunda compaixão eu a trarei de volta.
Num impulso de indignação
escondi de você por um instante o meu rosto,
mas com bondade eterna
terei compaixão de você,"
diz o Senhor, o seu Redentor. (Is 54:1-8, ênfase adicionada)
Para uma mulher dos tempos bíblicos, seu status e valor eram baseados em sua capacidade de gerar filhos, especificamente herdeiros homens. Uma esposa às vezes era rejeitada ou abandonada por não ter filhos.
Mulheres estéreis e solteiras, o Senhor Todo-Poderoso, nosso Criador, é nosso amado esposo, e unidas a Ele, podemos gerar muitos frutos — descendência espiritual que durará a eternidade.
“mais são os filhos da mulher abandonada… seus descendentes desapossarão nações… Alargue o lugar de sua tenda…” O Senhor Todo-Poderoso nos concede a bênção e a possibilidade de gerar filhos e netos espirituais.
Como mulher solteira, que nunca se casou e sempre sonhou em ser mãe, me alegro com histórias das maravilhosas promessas de Deus cumpridas por meio dos frutos espirituais. Adoro compartilhar com orgulho fotos dos meus filhos e netos espirituais, meus sobrinhos e sobrinhas adotivos. Além da minha própria família, somos uma família espiritual em Cristo.
Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão meus discípulos. (Jo 15:8)
Toda fruta contém a semente de frutos futuros. Sua natureza é multiplicar-se. Quer tenhamos filhos no sentido tradicional, filhos adotivos ou filhos espirituais, devemos exemplificar e incutir nos outros este ensinamento de dar frutos e multiplicar-se — ensinando para ensinar a ensinar (2 Tm 2:2). É uma parte vital do nosso DNA e da nossa identidade como discípulos de Cristo.
Para aqueles cujas famílias não seguiram esse exemplo, para as cristãs de primeira geração e até mesmo para aquelas que cresceram em um lar cristão, que cada uma de nós agradeça ao Senhor por aqueles que priorizaram ampliar suas tendas e nos convidar para a família espiritual de Cristo.
Como você está cumprindo o mandamento de dar fruto e multiplicar-se? De que forma a reformulação do conceito de descendentes espirituais de Isaías 54 te capacita para um impacto eterno no Reino?
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Escrito por Marisa Signoretti, voluntária no Ministério Irmã Rosa de Ferro em Ponta Grossa, Paraná
O discipulado é considerado um requisito fundamental para a transformação da mulher cristã, atuando como um processo contínuo que molda o caráter, a mente e o coração à semelhança de Cristo. Ele não é apenas um método de ensino, mas um relacionamento intencional e uma jornada diária de aprendizado e imitação, essencial para uma mudança total de vida.
Uma das maiores e vitais áreas do ministério das mulheres no Novo Testamento era o discipulado. Na “Grande Comissão”, Jesus Cristo ordenou aos Seus discípulos para fazerem discípulos de outros (Mt 28.19-20). Vão e transformem vidas!
Esse processo envolvia dois princípios, ilustrados na vida de Jesus e de Seus apóstolos: associação e instrução (andar junto e prestar atenção no ensinado).
Para começar, um discípulo se associava ou interagia com uma pessoa de forma pessoal. Jesus, por exemplo, tinha escolhido Seus discípulos para que eles pudessem “estar com ele” (Mc 3.14) e serem transformados em salvadores de almas.
O apóstolo Paulo também reconheceu que o discipulado ocorria em contexto de íntimo relacionamento ou no “compartilhamento” da vida (1 Ts 1.7-8). Uma vida transformada contagia pessoas.
O segundo aspecto do discipulado era a instrução. Os discípulos deveriam ser ensinados a ser obedientes (Mt 28.20), incentivando o povo a aprender mais de Cristo e seus ensinamentos, para que pudessem estar firmemente enraizados, edificados Nele e estabelecidos na fé (Cl 2.6-7).
Paulo instruiu as mulheres espiritualmente maduras a servirem como monitoras para as outras mulheres mais jovens (Tt 2.3-5). Por meio do discipulado com as outras mulheres e trazendo-as à maturidade em Cristo, mulheres do Novo Testamento glorificavam a Deus e estavam integralmente envolvidas no ministério do Reino de Deus (igreja).
Aspectos chave do discipulado como requisito para a transformação:
- Transformação interior e de caráter: o verdadeiro discipulado busca ajustar o caráter da pessoa ao caráter de Deus. Isso envolve uma transformação interior que altera valores, virtudes e comportamentos, promovendo um crescimento contínuo à imagem de Cristo.
- O processo de imitação: a essência do discipulado, na ótica cristã, é a arte de imitar Cristo, com o auxílio de exemplos. É um chamado para ser moldada, não apenas transformada.
- O custo da transformação: seguir a Cristo e passar pelo processo de discipulado envolve renúncia e submissão da própria vontade à vontade de Deus, tornando o processo uma verdadeira prova de comprometimento.
Em suma, o discipulado é o veículo pelo qual a transformação acontece na vida de quem deseja ir além, sendo transformada para depois transformar outros.
Se transformar num seguidor de Jesus é assumir um compromisso que exige uma escolha.
Jesus foi diretamente ao cerne desse compromisso: seus discípulos deveriam negar os seus próprios desejos para segui-lo. O compromisso exige ação; não é possível separá-lo da responsabilidade.
