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Escrito por Liliana Henriquez, voluntária no Ministério Irmã Rosa de Ferro na Colômbia
Meus anos na escola coincidiram com o início da carreira musical de Shakira. Naquela época, era fácil reconhecer uma fã dela: bastava vê-la usando calças xadrez. Foi uma moda marcante! Todas nós queríamos ter uma. E o engraçado é que nem precisávamos dizer que éramos fãs de Shakira; nosso jeito de nos vestir já transmitia isso por si só.
Algo semelhante acontece conosco, como cristãs. Muitas vezes, não precisamos dizer nada para comunicar tudo. Nossas atitudes, nossas palavras e nosso modo de viver revelam quem somos e a quem seguimos.
Como a Nila nos lembrou no último evento virtual em espanhol, dar frutos acontece naturalmente. Um ramo conectado à videira produz frutos porque essa é a sua natureza. Ele não precisa se esforçar para parecer vivo; o fruto surge como resultado de permanecer conectado à fonte que dá vida.
Da mesma forma, quando permanecemos em Cristo, o fruto começa a se manifestar em nossa vida. Ele se reflete em nossa paciência, em nossa maneira de amar, em nossa capacidade de perdoar e na paz que experimentamos, mesmo em meio a circunstâncias difíceis.
Mas vamos nos aprofundar um pouco mais...
Continuando com o exemplo das fãs de Shakira: usar a calça xadrez não era a mesma coisa que conhecer todas as suas músicas. Aqueles de nós que sabiam as letras demonstravam que realmente haviam dedicado tempo a ouvir a música dela. Havia algo além da mera aparência externa.
Algo semelhante acontece com Jesus. Quando passamos tempo com Ele por meio de Sua Palavra, começamos a pensar, falar e agir de maneira diferente. Nossas palavras refletem o que enche o nosso coração, e nossas ações são evidência da proximidade do nosso relacionamento com Ele.
Às vezes, queremos refletir Cristo sem passar tempo com Ele. Queremos ter as respostas certas, as palavras adequadas e a sabedoria necessária para ajudar os outros, mas esquecemos que tudo isso nasce de um relacionamento íntimo com Ele. Não existem atalhos para dar frutos em abundância.
Precisamos passar tempo com Deus. É nesse espaço de intimidade que o Espírito Santo nos ensina, nos transforma e nos lembra das verdades que precisamos em cada momento.
Contudo, o Conselheiro, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinará a vocês todas as coisas e fará que se lembrem de tudo o que eu disse. (Jo 14:26 NVI)
E, se algum dia você sentir medo de não saber o que dizer ou como compartilhar Jesus com os outros, não se preocupe. Isso não depende da sua eloquência nem de ter todas as respostas. Sua responsabilidade é estar disponível e disposta a ser um instrumento nas mãos de Deus para encorajar, instruir, consolar e abençoar o próximo. O Espírito Santo cuidará do resto.
Pois, naquela hora, o Espírito Santo lhes ensinará o que deverão dizer (Lc 12:12)
Você já passou pela situação de, enquanto conversava com alguém, surgir um conselho, uma palavra de encorajamento ou uma perspectiva que você não havia planejado compartilhar? Talvez você tenha entrado naquela conversa pensando que não tinha nada importante a contribuir, e de repente encontrou as palavras exatas que a outra pessoa precisava ouvir.
Arrisco dizer que muitos de nós já vivenciamos algo semelhante. E, quando isso acontece, muitas vezes nos perguntamos: "De onde veio isso?". Aí podemos ver a atuação do Espírito Santo usando nossas vidas para edificar o próximo. O maravilhoso é que Deus não precisa de pessoas perfeitas para cumprir os Seus propósitos; Ele usa corações dispostos — pessoas que aprenderam a ouvi-Lo e que estão disponíveis para serem guiadas por Ele.
Gosto de pensar nisso como uma sincronização. Assim como o e-mail é atualizado automaticamente em todos os dispositivos conectados, nossas mentes e corações se alinham com Deus quando permanecemos próximas Dele. Quanto mais conectadas estivermos, mais sensíveis seremos à Sua direção e mais fácil será reconhecer Sua voz em meio às situações do dia a dia.
Então, qual é o segredo?
Permaneça perto de Jesus. Passe tempo na presença Dele. Permita que Sua Palavra transforme o seu coração. E, quando chegar a hora de falar, confie que o Espírito Santo colocará as palavras certas em sua boca.
Deixe Deus usar você. Ao caminhar perto Dele, você descobrirá que realmente sabe o que dizer.
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Escrito por Deanna Brooks, voluntária no Ministério Irmã Rosa de Ferro em Arkansas
Você já reparou como, às vezes, Deus faz o inesperado?
Ao lermos a genealogia de Jesus registrada por Mateus, encontramos cinco mulheres registradas no grupo. Por que essas mulheres foram incluídas? Nenhuma delas teria sido aceita pelos líderes religiosos, por diversos motivos; no entanto, nosso Pai Celestial as escolheu para fazer parte da linhagem ancestral de Seu Filho.
Tamar — Ela provavelmente era gentia... não israelita. Ela se casou com os dois filhos mais velhos de Judá, ambos descritos como iníquos (Gn 38:7, 10). Tamar fingiu ser uma prostituta quando percebeu que Judá não permitiria que ela se casasse com o terceiro filho. Um dos gêmeos que ela concebeu nesse encontro com Judá tornou-se ancestral de Jesus.
Raabe — Ela era cananeia, moradora de Jericó, descrita como prostituta. Quando os espiões entraram em sua cidade, ela deu abrigo. Então, disse que sabia o que o Deus deles havia feito no Egito e ao longo dos anos, e pediu proteção para quando viessem conquistar Jericó (Js 2:8-13). Raabe é mencionada como alguém que tinha fé em Hebreus 11. Ela e sua família foram salvas durante a destruição de Jericó porque ela acolheu bem os espiões. Ela se casou com Salmom, um israelita, e foi tataravó do Rei Davi.
Rute – Ela era da terra de Moabe. Deuteronômio 23 proíbe o casamento com homens moabitas, pois eles não haviam acolhido os israelitas quando passavam por suas terras a caminho da Terra Prometida. Rute havia abraçado a fé de Noemi e se tornado seguidora de Yahweh (Rt 1:16). Ela retornou com Noemi a Belém e cuidou dela. Rute se casou com Boaz, filho de Raabe, e foi bisavó do Rei Davi.
Bate-Seba — Ela era uma israelita casada com Urias, o heteu, um dos valentes de Davi. O rei Davi levou Bate-Seba para seus aposentos particulares enquanto Urias estava na guerra, e ela engravidou de um filho de Davi (2Sm 11). Ela participou voluntariamente ou resistiu? As Escrituras não dizem. Provavelmente, ela estava se banhando em um pátio interno a céu aberto quando Davi a viu; apenas alguém que estivesse em um ponto mais elevado poderia ter visto. Acredito ser justa afirmar que Davi tirou proveito de uma situação com a qual se deparou acidentalmente e que, devido ao seu poder como rei e à condição social das mulheres na época, ela provavelmente não resistiu. Quando Davi arquitetou a morte de Urias, tomou Bate-Seba como esposa. Ela teve quatro filhos depois que o primeiro morreu. Natã foi o terceiro dos quatro filhos que sobreviveram e faz parte da linhagem de Jesus.
Maria – Ela era uma israelita a quem o anjo Gabriel apareceu, anunciando que ela se tornaria a mãe do Filho de Deus. Não nos é dito o que se passava em sua mente ao perceber que enfrentaria uma gravidez fora do casamento... uma situação que geraria cochichos e acusações... uma situação punível com apedrejamento. A submissão de Maria é vista em Lucas 1:38, quando ela diz a Gabriel: “Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra” (NVI).
Cada uma dessas mulheres estava em uma situação que não criou e que estava além de seu controle. Deus as usou para cumprir o Seu propósito... assim como pode usar cada uma de nós.
Observe a situação que cada uma enfrentou e pense em como você teria reagido.
Tamar ficou viúva duas vezes e deu à luz gêmeos fruto de uma relação ilícita.
Raabe era uma prostituta que recebia homens para ganhar a vida, mas protegeu os espiões.
Rute ficou viúva e deixou sua terra natal para cuidar de sua sogra.
Bate-Seba era uma mulher casada, convocada pelo rei para uma noite de adultério, e engravidou enquanto seu marido estava ausente, na guerra. Muitos estudiosos acreditam que ela seja a mulher mencionada em Provérbios 31, que aconselhou o rei Lemuel — possivelmente um apelido para o rei Salomão.
Maria encontrou favor diante de Deus e era noiva de José, mas carregava um filho fora do casamento... uma gravidez com uma história na qual muitos não acreditariam.
Cada uma dessas mulheres confiava em Deus.
Será que confiamos em Deus quando as circunstâncias da vida nos levam por um caminho inesperado?
