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Escrito por Deanna Brooks, voluntária no Ministério Irmã Rosa de Ferro em Arkansas
Você já reparou como, às vezes, Deus faz o inesperado?
Ao lermos a genealogia de Jesus registrada por Mateus, encontramos cinco mulheres registradas no grupo. Por que essas mulheres foram incluídas? Nenhuma delas teria sido aceita pelos líderes religiosos, por diversos motivos; no entanto, nosso Pai Celestial as escolheu para fazer parte da linhagem ancestral de Seu Filho.
Tamar — Ela provavelmente era gentia... não israelita. Ela se casou com os dois filhos mais velhos de Judá, ambos descritos como iníquos (Gn 38:7, 10). Tamar fingiu ser uma prostituta quando percebeu que Judá não permitiria que ela se casasse com o terceiro filho. Um dos gêmeos que ela concebeu nesse encontro com Judá tornou-se ancestral de Jesus.
Raabe — Ela era cananeia, moradora de Jericó, descrita como prostituta. Quando os espiões entraram em sua cidade, ela deu abrigo. Então, disse que sabia o que o Deus deles havia feito no Egito e ao longo dos anos, e pediu proteção para quando viessem conquistar Jericó (Js 2:8-13). Raabe é mencionada como alguém que tinha fé em Hebreus 11. Ela e sua família foram salvas durante a destruição de Jericó porque ela acolheu bem os espiões. Ela se casou com Salmom, um israelita, e foi tataravó do Rei Davi.
Rute – Ela era da terra de Moabe. Deuteronômio 23 proíbe o casamento com homens moabitas, pois eles não haviam acolhido os israelitas quando passavam por suas terras a caminho da Terra Prometida. Rute havia abraçado a fé de Noemi e se tornado seguidora de Yahweh (Rt 1:16). Ela retornou com Noemi a Belém e cuidou dela. Rute se casou com Boaz, filho de Raabe, e foi bisavó do Rei Davi.
Bate-Seba — Ela era uma israelita casada com Urias, o heteu, um dos valentes de Davi. O rei Davi levou Bate-Seba para seus aposentos particulares enquanto Urias estava na guerra, e ela engravidou de um filho de Davi (2Sm 11). Ela participou voluntariamente ou resistiu? As Escrituras não dizem. Provavelmente, ela estava se banhando em um pátio interno a céu aberto quando Davi a viu; apenas alguém que estivesse em um ponto mais elevado poderia ter visto. Acredito ser justa afirmar que Davi tirou proveito de uma situação com a qual se deparou acidentalmente e que, devido ao seu poder como rei e à condição social das mulheres na época, ela provavelmente não resistiu. Quando Davi arquitetou a morte de Urias, tomou Bate-Seba como esposa. Ela teve quatro filhos depois que o primeiro morreu. Natã foi o terceiro dos quatro filhos que sobreviveram e faz parte da linhagem de Jesus.
Maria – Ela era uma israelita a quem o anjo Gabriel apareceu, anunciando que ela se tornaria a mãe do Filho de Deus. Não nos é dito o que se passava em sua mente ao perceber que enfrentaria uma gravidez fora do casamento... uma situação que geraria cochichos e acusações... uma situação punível com apedrejamento. A submissão de Maria é vista em Lucas 1:38, quando ela diz a Gabriel: “Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra” (NVI).
Cada uma dessas mulheres estava em uma situação que não criou e que estava além de seu controle. Deus as usou para cumprir o Seu propósito... assim como pode usar cada uma de nós.
Observe a situação que cada uma enfrentou e pense em como você teria reagido.
Tamar ficou viúva duas vezes e deu à luz gêmeos fruto de uma relação ilícita.
Raabe era uma prostituta que recebia homens para ganhar a vida, mas protegeu os espiões.
Rute ficou viúva e deixou sua terra natal para cuidar de sua sogra.
Bate-Seba era uma mulher casada, convocada pelo rei para uma noite de adultério, e engravidou enquanto seu marido estava ausente, na guerra. Muitos estudiosos acreditam que ela seja a mulher mencionada em Provérbios 31, que aconselhou o rei Lemuel — possivelmente um apelido para o rei Salomão.
Maria encontrou favor diante de Deus e era noiva de José, mas carregava um filho fora do casamento... uma gravidez com uma história na qual muitos não acreditariam.
Cada uma dessas mulheres confiava em Deus.
Será que confiamos em Deus quando as circunstâncias da vida nos levam por um caminho inesperado?
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Escrito por Naraiane Silva, voluntária no Ministério Irmã Rosa de Ferro em Ponta Grossa, Paraná
Pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Loide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também em ti. (2Tm 1:5)
Dizer às pessoas o que se deve fazer está muito distante de mostrar às pessoas o que se deve fazer.
Quando eu apenas lanço palavras querendo que alguém aja, é pouco provável que essa pessoa irá fazê-lo e, se essa pessoa for meu filho ou filha, a probabilidade ainda diminui; porém, quando eu coloco em prática as minhas palavras, as chances de eu ser ouvida é muito maior. Nós vemos Eunice e Loide aplicando isso na prática com seu filho e neto Timóteo. Elas eram judias e se converteram ao Cristianismo em Listra ouvindo uma pregação do apóstolo Paulo e desde então, com todo zelo, instruíram Timóteo nos princípios da Palavra de Deus.
“Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te.” (Dt 6:6-7)
Mãe e filha fizeram juntas um trabalho tão relevante em Timóteo que as levou a ser inspiração para nós atualmente.
E o pai de Timóteo? Era grego e provavelmente faleceu nos primeiros anos de vida do filho.
E os pais desta geração? Alguns morreram como o pai de Timóteo, outros cumprem seus papéis de pai e outros, porém, deixam as responsabilidades espirituais dos filhos nas mãos das mulheres. O fato é que muitas mães se veem sozinhas na responsabilidade de levar os filhos a Deus. Eu mesma sou uma dessas mães.
Comecei a servir a Deus quando meu filho tinha 9 anos e minha filha 1 ano, e posso dizer que têm sido anos de muitas orações pelos dois. Tenho os conduzido a Deus através dos meus exemplos de fé na prática, no dia a dia. Tenho os ensinado a orar, mas eles precisam me ver orando.
A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. (Tg 5:16 ARC)
Tenho os ensinado a agradecer, mas eles precisam me ver agradecendo. Tenho os ensinado a serem generosos, mas eles precisam me ver sendo caridosa. Tenho os ensinado a pedir a Deus quando estão precisando de algo, mas eles precisam me ver sendo dependente de Deus primeiro. A fé genuína se desenvolve na prática e não apenas na teoria.
Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta. (Tg 2:17)
Essa fé mencionada pelo apóstolo Paulo que foi vista em Timóteo foi gerada em cada refeição, em cada devocional, em cada oração noturna e na observação das atitudes da mãe e da avó.
Eunice e Loide são notáveis pela semente do evangelho plantada nele; seu empenho foi registrado para inspirar mulheres como eu, que precisam de muita coragem e dedicação para cumprir esse ministério tão lindo que é ser mãe.
E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos. (Gl 6:9)
Hoje meu filho tem 15 anos e minha filha 7 anos, e enfrento desafios constantes que só podem ser superados em Deus. Creio que minhas lágrimas secretas estão sendo enxugadas e meu fardo pesado está se tornando leve através dessa fé verdadeira em Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador.
Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. (Sl 126:5)
É essa fé que eu desejo que os meus filhos desenvolvam, e é essa fé que dentro do meu lar será despertada neles, se eles me veem orando, lendo a Bíblia, reunindo-me com os irmãos, levando uma vida digna e piedosa.
Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo. (1Co 11:1)
São pequenas atitudes diárias e constantes que conduzem os filhos ao Céu.
