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Quando penso na ressurreição, muitas vezes minha mente volta para uma celebração especial, para um domingo específico do ano. Mas a ressurreição não é apenas uma data... É uma fonte, é a raiz que sustenta todo fruto verdadeiro em nossas vidas. Se estou conectada à Videira, então o fruto que deve começar a aparecer em minha vida tem uma explicação muito clara: o Cristo ressuscitado vive em mim e, porque Ele vive, não preciso mais continuar vivendo da mesma forma que antes. Não preciso permanecer nas mesmas lutas, nos mesmos hábitos ou na mesma maneira de pensar. A ressurreição de Jesus significa que há uma nova vida disponível para nós hoje, não apenas uma esperança futura.
Em Atos 4:33, vemos algo belíssimo. Os apóstolos testemunharam "com grande poder" da ressurreição do Senhor Jesus. E, se pararmos para pensar, não se tratava simplesmente de uma mensagem que eles repetiam de memória, mas de uma verdade que havia transformado completamente suas vidas. Eles não estavam falando de uma ideia ou de uma teoria bonita. Estavam falando de alguém que realmente vive. Eles tinham visto o Senhor ressuscitado, e por isso a mensagem deles tinha poder. Não era apenas informação; era uma vida transformada, testemunhando de um Salvador que está vivo. E o resultado foi claro: abundante graça estava sobre todos eles.
Isso me confronta muito, porque quando eu realmente entendo que Jesus venceu a morte, algo na minha vida deveria mudar. A ressurreição não é apenas uma verdade em que acredito; é uma realidade que começa a se refletir na maneira como vivo. A graça deve ser vista na maneira como falo, na maneira como trato os outros e até mesmo quando as circunstâncias não são fáceis. Porque se Cristo vive em mim, então, mais uma vez, a vida dEle também começa a ser percebida no meu dia a dia. Portanto, o fruto da ressurreição não é apenas uma emoção espiritual, mas uma evidência visível.
Romanos 6 também deveria nos tocar. Esta passagem diz que fomos sepultadas com Ele e que agora podemos andar em uma nova vida. Não se trata apenas de Jesus ter saído do túmulo; significa também que não preciso mais viver minha antiga vida. Em Cristo, há uma nova vida, e essa vida começa imediatamente. Isso muda tudo; significa que meu passado não me define. Significa que o pecado não tem a última palavra, que a culpa não tem autoridade permanente sobre meu coração. Porque Ele ressuscitou, posso começar a andar de forma diferente. Andar em uma nova vida envolve uma decisão diária; não é algo automático ou simples. É lembrar todos os dias quem eu sou em Cristo, é escolher responder com paciência quando antes reagia com raiva, confiar quando antes duvidava e servir quando antes pensava apenas em mim. Esse é o fruto da ressurreição: uma verdadeira transformação.
Uma coisa que eu realmente gosto em Atos 4 é que o fruto não era apenas individual; a graça estava acima de tudo. Assim, quando uma mulher vive conectada à Videira, sua vida inevitavelmente impacta outras pessoas; a fé delas é fortalecida, a esperança é contagiante e o seu testemunho é encorajador. A ressurreição também produz coragem. Os apóstolos pregavam mesmo com ameaças ao redor. Por quê? Porque quando você sabe que a morte já foi vencida, o medo perde força.
Às vezes, eu, Abbi, quero fruto sem o processo necessário. Quero mudanças rápidas, quero ver resultados imediatos, mas Romanos 6 também nos fala sobre estarmos plantadas com Ele. Plantar envolve profundidade, raízes e tempo. Esse fruto não aparece da noite para o dia, mas surge quando permanecemos nEle.
Em conclusão:
Em que área da sua vida você precisa se lembrar hoje que Cristo ressuscitou para começar a viver a nova vida que Ele já te deu?
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Escrito por Caroline Prieto, voluntária no Ministério Irmã Rosa de Ferro em João Pessoa, Paraíba
A adolescência foi uma das fases da minha vida em que mais senti que fui disciplinada pelos meus pais. Com 13 anos de idade eu decidi entregar a minha vida ao Senhor e fui batizada. Anos depois, eu me lembro que as amizades da escola viviam coisas que eu nunca tinha vivido. Muitas das minhas colegas iam para festas regularmente e meus pais nunca me deixavam ir. Você pode imaginar que para a mente de uma adolescente não era muito legal se sentir excluída por não fazer o que todos faziam, mesmo sendo cristã. Por diversas vezes cheguei a implorar para os meus pais me deixarem ir às festas junto com os colegas da escola - mas a resposta era sempre: não!
Certa vez, me recordo que fui desabafar com uma dessas colegas. Comentei que eu estava muito frustrada por sentir que meus pais não me deixavam fazer tudo o que eu queria - sair para as festas como todos faziam. A resposta que a minha colega me deu ainda está bem viva em minha mente. Ela disse: “eu gostaria tanto que meus pais também não me deixassem sair para todas as festas. Eles sempre me deixam fazer tudo o que eu quero… as vezes sinto que meus pais nem se importam comigo”.
Fiquei sem palavras. Eu podia ter a certeza de que os meus pais me amavam. Veja, eu não acho que os pais da minha colega não a amavam, mas talvez eles acreditassem que estavam dando o melhor para ela de acordo com o contexto que viviam. Eles não eram cristãos, então provavelmente acreditavam que o melhor caminho para se tornarem pais legais era nunca proibir nada.
Naquele momento foi como se tudo tivesse feito sentido para mim. Hoje, anos depois dessa conversa, consigo olhar para o passado e sentir ainda mais o imenso amor dos meus pais comigo. As proibições, na verdade, eram disciplina pura. Era uma tentativa de que eu não me perdesse. Hoje entendo que os meus pais estavam visando o meu bem e estavam afirmando o amor deles por mim.
De modo semelhante, porém ainda mais profundo, Deus também faz isso conosco. Veja o que está escrito em Hebreus 12:10-11 (NVI).
Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade. Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados.
Como eu posso aceitar ser chamada filha de Deus e rejeitar a disciplina Dele por mim? A disciplina é uma dádiva aos filhos!
Veja como é grande o amor do nosso Pai, quando Deus permite que sejamos disciplinadas, Ele está nos afirmando que somos filhas legítimas, mesmo quando somos consideradas bastardas pelo mundo.
Quero te convidar a refletir em algumas razões para enxergar a disciplina de Deus como algo bom para nós através dos versículos que estão no capítulo 12 de Hebreus:
- A disciplina é um sinal claro de que somos filhos de Deus e Ele nos ama.
...pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho”. Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina; Deus os trata como filhos. Ora, qual o filho que não é disciplinado por seu pai? (Hb 12:6-7)
- A disciplina tem como objetivo o nosso bem.
- Através da disciplina podemos ser participantes da santidade de Deus.
Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade. (Hb 12:10)
Participar da santidade de Deus é uma herança e só quem recebe essa herança são os Seus filhos!
É como se Deus estivesse nos dizendo: você é minha filha amada, eu quero o seu bem e quero que você participe da santidade comigo… por isso estou te disciplinando!
Mas afinal, o que significa ser disciplinada por Deus?
Significa poder passar por correções e processos que são permitidos por Ele, não como castigo de rejeição, mas como prova de amor e cuidado, com o objetivo de nos tornar mais parecidas com Cristo.
Na prática essa disciplina pode acontecer de diversas formas, por exemplo: através da Palavra de Deus, através de nossos irmãos em Cristo, através do Espírito Santo e até mesmo através das consequências de nossas escolhas erradas.
Gostaria de finalizar esse texto com uma frase que Albert Barnes disse: “Eu nunca conheci um cristão que não tenha sido beneficiado por aflições”.
Por mais difícil que possa ser, tudo que vivemos coopera para o bem de sermos transformadas a imagem e semelhança de Cristo. Que privilégio!
Eu sei que durante a minha adolescência não era nada agradável ser disciplinada por meus pais, mas hoje eu consigo observar os frutos que colhi. O nosso Deus também está nos disciplinando hoje para que mais tarde possamos produzir fruto de justiça e paz.
Te encorajo a enxergar o cuidado diário de Deus por você através da disciplina.
Não tenha dúvidas da grandeza do amor do nosso Pai.
Como você tem sentido a disciplina do Senhor em sua vida? Reflita nisso!
