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Escrito por Wendy Neill, voluntária no Ministério Irmã Rosa de Ferro em Arkansas
Quando Jesus estava na Terra, Seu padrão era ir de cidade em cidade, ensinar as pessoas sobre o Reino de Deus e respaldar isso com a autoridade para curar e realizar milagres. Seu ministério deu frutos abundantes, à medida que as pessoas acreditavam, se arrependiam e O seguiam.
Mas Jesus sabia que Seu tempo na Terra era curto. Parte do fruto que dava era ensinar outros a fazerem o mesmo. John Mark Comer, em seu livro Praticando o Caminho, destaca que Jesus usou os mesmos métodos que outros rabinos de sua época. Ele escolheu seus discípulos, os fez estar com Ele, tornarem-se como Ele e, então, agirem como Ele agiu. Como aprendizes de Jesus, esses são os mesmos passos que devemos seguir. Devemos passar tempo em Sua presença, tornar-nos como Ele em nossa maneira de viver e agir como Ele agiu. Só então poderemos dar fruto.
Em Mateus 10, chegou a hora de os Doze avançarem para a última fase: fazer como Ele fazia. Jesus disse para percorrerem todo o Israel e deu estas instruções:
“Por onde forem, preguem esta mensagem: O Reino dos céus está próximo. Curem os enfermos, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios. Vocês receberam de graça; deem também de graça.” (Mt 10:7-8 NVI)
Na passagem paralela em Lucas 9, está escrito: “Então, eles saíram e foram pelos povoados, pregando o evangelho e fazendo curas por toda parte” (Lc 9:6). Em Marcos 6, lemos: “Eles saíram e pregaram ao povo que se arrependesse” (Mc 6:12). Os discípulos não foram enviados com uma mensagem diferente da que Jesus pregou. Da mesma forma, se quisermos dar frutos hoje, nossa mensagem permanece a mesma:
- Temos boas notícias!
- O reino de Deus está próximo.
- Arrependam-se: afastem-se do pecado e voltem-se para Deus.
Descobrimos também no relato de Marcos que Jesus os enviou de dois em dois. Deus sabe que nossa produção de frutos é maximizada quando ajudamos uns aos outros, especialmente porque enfrentaremos perseguição. Jesus não suaviza a situação. Ele adverte os Doze de que serão “como ovelhas no meio de lobos”, que alguns não os receberão e nem os ouvirão, que serão odiados e que alguns deles serão até presos e açoitados (Mt 10:16-22). Mas nos versículos 26-31, Ele reitera três vezes: “não tenham medo.” Ele reforça isso com uma promessa: “Quem, pois, me confessar diante dos homens, eu também o confessarei diante do meu Pai que está nos céus.” (Mt 10:32).
Você tem medo de compartilhar sua fé? Deixe que esta história te lembre algumas coisas importantes:
- Aprender a compartilhar sua fé é mais fácil com um amigo.
- Você provavelmente encontrará resistência, e ela pode ser forte.
- Não tenha medo.
- Jesus te receberá no céu se você O reconhecer diante dos homens.
Em Lucas 10, Jesus expande Sua equipe para além dos Doze.
Depois disso o Senhor designou outros setenta e dois e os enviou dois a dois, adiante dele, a todas as cidades e lugares para onde ele estava prestes a ir. E lhes disse: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Portanto, peçam ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para a sua colheita.” (Lc 10:1-2)
A missão deles era preparar os corações das pessoas para receberem Jesus quando Ele viesse até elas e pedir a Deus ainda mais trabalhadores para colher a seara de almas. O envio dos setenta e dois mostra que dar frutos nunca foi tarefa exclusiva dos apóstolos. Jesus ampliou o círculo. Mais trabalhadores eram necessários porque a seara era — e ainda é — abundante.
Jesus multiplicou intencionalmente o Seu ministério preparando discípulos e enviando-os. Primeiro vieram os Doze, depois os 72, e eventualmente todos os crentes que levariam o evangelho ao mundo. O mesmo convite permanece para nós hoje. Ao passarmos tempo com Jesus, tornarmo-nos mais semelhantes a Ele e darmos passos de fé para fazer como Ele fez, Ele pode nos usar para preparar corações, compartilhar as boas novas e colher uma seara para o Seu reino. A seara ainda é abundante.
De que maneira Deus pode estar te pedindo para dar frutos, compartilhando as Boas Novas com alguém da sua família, vizinhança ou comunidade?
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Escrito por Betânia Sousa, voluntária no Ministério Irmã Rosa de Ferro em Belo Jardim, Pernambuco
Quando pensamos na Igreja Primitiva, muitas vezes nos impressionamos com os números, os milagres e o crescimento rápido. Mas o livro de Atos nos revela algo ainda mais profundo: o fruto não nasceu da estrutura, mas da transformação. Antes de impactar o mundo, aquela igreja foi profundamente transformada pelo Espírito Santo.
Em Atos 2, após o derramar do Espírito, vemos uma comunidade marcada pela perseverança, pela comunhão e pela simplicidade do coração. Eles “perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações” (At 2:42 NVI). O fruto começou dentro, no coração, e depois se manifestou fora. Não era uma fé limitada ao templo, mas vivida nas casas, nas relações e no cuidado uns com os outros.
Essa transformação nos confronta como mulheres de fé. Muitas de nós servimos, cuidamos, sustentamos lares e ministérios, mas às vezes fazemos isso sem permitir que Deus transforme áreas profundas da nossa vida. A Igreja Primitiva nos ensina que não há fruto verdadeiro sem vida transformada. Frutificar não é fazer mais, é permitir que Deus seja mais em nós.
Outro aspecto marcante em Atos é a transformação do medo em ousadia. Os discípulos eram pessoas comuns, sem reconhecimento social, mas cheios do Espírito. “Reconheciam que haviam estado com Jesus” (At 4:13). O Espírito não mudou apenas o comportamento deles; mudou sua identidade e postura diante do mundo.
Quantas mulheres hoje carregam silêncios antigos, inseguranças e feridas que tentam sufocar o chamado? A Igreja Primitiva frutificou porque não permaneceu paralisada pelo medo. Elas e eles oraram, foram cheios novamente do Espírito e anunciaram a Palavra com coragem (At 4:31). Quando Deus transforma o interior, a ousadia floresce naturalmente.
Atos também nos ensina que as provações podem ser instrumentos de frutificação. A perseguição que se levantou após a morte de Estêvão parecia uma derrota, mas se tornou expansão: “Os que foram dispersos iam por toda parte anunciando a palavra” (At 8:4). O que parecia interrupção virou semente.
Essa verdade consola mulheres que enfrentam perdas, mudanças inesperadas ou estações difíceis. Nem toda dor é sinal de fim; algumas são caminhos que Deus usa para nos levar a frutificar em lugares novos. A transformação não remove todas as dores, mas dá sentido a elas.
O tema deste mês “Nosso propósito é dar fruto”, encontra em Atos uma resposta clara: o fruto é consequência de uma vida rendida ao Espírito. Não nasce da comparação, da pressa ou da performance espiritual. Nasce da obediência diária, da comunhão sincera e de corações disponíveis para serem moldados.
A Igreja Primitiva deu fruto porque permitiu que Deus transformasse sua forma de viver, de se relacionar e de responder às adversidades. O mesmo Espírito que agiu em Atos continua agindo hoje, transformando mulheres comuns em testemunhas vivas da graça.
Que o nosso desejo não seja apenas produzir resultados visíveis, mas viver de tal forma que o fruto seja inevitável. Afinal, a igreja, e cada mulher que a compõe, só cumpre seu propósito quando permite que Deus a transforme primeiro.
A Igreja que dá fruto é aquela que aceita ser transformada por Deus todos os dias.
