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Escrito por Kat Bittner, voluntária no Conselho do Ministério Irmã Rosa de Ferro no Colorado
Lembro de uma época em que lutava para entender a diferença entre fé e obras. Cresci com a tendência de acreditar que era preciso "fazer o bem" para ir ao Céu. E eu era consumida por essa crença. Travava uma batalha interna contra a culpa — e o medo — de que minha fé não fosse suficiente, porque eu não estava fazendo o suficiente. Mesmo depois de me casar com um crente fervoroso, me tornar mãe e construir um lar, eu me sentia inadequada como mulher cristã.
No entanto, uma mulher sábia e temente a Deus, falando em um encontro feminino, me ajudou a entender algo que mudou minha maneira de pensar. Era minha perspectiva distorcida sobre "fazer o bem" que me impedia de ser a mulher fiel a Deus que eu queria ser... e que Deus havia planejado para mim. Ela disse que tudo começa com um temor fiel ao Senhor.
O que Deus exige é "que tema o Senhor, o seu Deus, que ande em todos os Seus caminhos" (Dt 10:12 NVI). Ela explicou ainda que o temor do Senhor não é ter medo de Deus, de sua ira e punição ou de não ir para o Céu. Em vez disso, é reverência e admiração por sua santidade e submissão a Ele. As Escrituras nos dizem que o temor do Senhor produz sabedoria (Sl 111:10) e fidelidade (Pv 2:1-6; Tg 3:13). E a fidelidade se revela pelos nossos frutos ou boas obras (Mt 7:17-20). E aprendi com o conselho dessa mulher sábia e com meus próprios estudos que não pratico o bem para ser fiel, mas sim o contrário. Porque sou fiel, pratico o bem.
Eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras. (Tg 2:18)
Também aprendi a valorizar o fato de que, quanto mais cresço na fé, mais ativa me torno nela (Tg 2:18, 24). Como sou “criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos” (Ef 2:10), busco realizar os dons que Deus me deu. Por exemplo, sou apaixonada pelos ministérios de mulheres e crianças e dedico muito do meu tempo ensinando e servindo em áreas que promovem esses esforços, como o Ministério Irmã Rosa de Ferro e a Ciudad de Angeles em Cozumel, México. Na minha congregação, ensino crianças de 2 e 3 anos na Escola Dominical e na Escola Bíblica de Férias, participo do Comitê do Ministério Feminino, liderando diversos eventos e aulas para mulheres, e organizo o ministério de distribuição de refeições para famílias carentes da nossa congregação. Deus também me chamou para usar meu dom e amor pelo canto para fazer uma boa obra. Realizo isso difundindo o nome de Jesus em cânticos sagrados com o coral comunitário do qual faço parte.
Faço tudo isso não para merecer o Céu, nem compartilho isso com vocês para me vangloriar. Pelo contrário, realizo tudo isso porque, a cada dia, meu único desejo é agradar ao Senhor, fazendo o que Ele ordenou para a minha vida (Sl 139:16). Quero fazer o bem para honrar e glorificar a Deus, porque o amo e sou grata por ter um relacionamento com Ele. Em resumo, quero fazer essas coisas. Como nos foi ordenado: “Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros.” (Jo 13:34), quero fazê-las porque expresso meu amor por Deus fazendo coisas pelos outros com amor.
Toda mulher está capacitada para colocar sua fé em ação por meio das boas obras que Deus designou especialmente para ela. Nem toda mulher ensinará. Nem toda mulher cantará. Nem toda mulher será esposa ou mãe. Mas toda mulher pode crescer em sabedoria pelo temor do Senhor. E a mulher sábia que pratica o bem demonstra sua fidelidade por meio de suas obras. E ela deve ser louvada por isso (Pv 31:30-31)!
Da tarefa mais corriqueira ao ato mais benevolente, tudo deve ser feito para a glória de Deus e em serviço a Ele (Cl 3:23-24). Nossa fidelidade a Deus se revela por meio das obras que praticamos, as quais Ele preparou para nós de acordo com a maneira única como Ele nos criou. O teólogo e evangelista John Wesley resume bem a ideia com a seguinte síntese de seus ensinamentos e sentimentos: “Faça todo o bem que puder, por todos os meios que puder, de todas as maneiras que puder, em todos os lugares que puder, em todos os momentos que puder, a todas as pessoas que puder, enquanto puder.”
O que você fará como uma mulher sábia e de ação, demonstrando sua fidelidade a Deus?
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Escrito por Jéssica Romero, voluntária no Ministério Irmã Rosa de Ferro em Manaus
A história de Ana é uma verdadeira inspiração para nós, mulheres que desejam viver com sabedoria e fé. Em 1 Samuel 1 e 2, vemos sua jornada: ela era uma mulher aflita, humilhada por sua esterilidade, e constantemente provocada por sua rival, Penina. No entanto, em meio à dor, Ana não se afastou de Deus. Pelo contrário, ela se aproximou. O clamor sincero de Ana diante do Senhor nos mostra onde começa a verdadeira gratidão: na confiança total em Deus.
Depois que Deus respondeu sua oração e ela deu à luz a Samuel, Ana não se apegou à bênção, mas ao Abençoador. E é aí que vemos como ela praticou a gratidão de forma profunda e corajosa.
Ana foi grata com ações, não apenas palavras: Gratidão verdadeira vai além de falar “obrigada”. Ana havia prometido que, se recebesse um filho, o entregaria ao Senhor. E foi exatamente o que ela fez (1Sm 1:24–28). Depois de desmamá-lo, levou Samuel ao templo e o deixou lá, ainda muito pequeno.
Pense no quanto isso foi difícil. Quantas mães estariam dispostas a entregar seu filho tão novo, sabendo que o veriam raramente? Mas Ana entendeu que aquele filho era dádiva do Senhor. Ela foi fiel à sua palavra e demonstrou, com ações, que sua gratidão não era superficial. Como mulheres sábias, somos chamadas a reconhecer que tudo o que temos vem de Deus e a viver de forma generosa, devolvendo a Ele o que pertence a Ele.
Ana louvou a Deus com o coração cheio de fé: O capítulo 2 começa com o cântico de Ana, um verdadeiro salmo de gratidão. Ela declara: “O meu coração exulta no Senhor!... Não há santo como o Senhor” (1Sm 2:1–2 NVI).
O louvor de Ana não se limita a agradecer pelo filho. Ela exalta quem Deus é: Santo, Justo, Poderoso e Fiel. Sua gratidão é centrada em Deus, não apenas no que Ele fez por ela. Esse é um sinal de maturidade espiritual: quando aprendemos a agradecer não apenas pelas bênçãos, mas pela presença, pelo caráter e pela soberania do nosso Deus.
Ana transformou sua dor em louvor: Antes da resposta de Deus, Ana era uma mulher humilhada e cheia de tristeza. Ela chorava, não comia, era incompreendida até mesmo pelo sacerdote Eli. Mas, em vez de se revoltar, ela derramou sua alma diante do Senhor (1Sm 1:15).
Quantas vezes passamos por situações difíceis e nossa primeira reação é o desânimo ou a queixa? Ana nos mostra um caminho diferente: o da oração persistente. E depois, quando o milagre veio, ela não se esqueceu de agradecer.
Quantas vezes oramos com fervor, mas depois nos esquecemos de voltar para agradecer com a mesma intensidade?
Aplicações para nós: Talvez você esteja orando por algo há muito tempo — um filho, um casamento restaurado, uma porta de emprego, uma cura. Aprenda com Ana: vá ao Senhor, derrame sua alma, confie em Sua vontade e, quando a resposta vier, não se esqueça de agradecer com a vida, não apenas com os lábios.
Gratidão não depende das circunstâncias. Ana aprendeu a confiar antes, durante e depois da resposta.
E você? Está disposta a praticar a gratidão mesmo na espera?
Uma mulher sábia reconhece que tudo o que tem vem de Deus — e por isso ela vive com um coração generoso, mãos abertas e boca cheia de louvor.
A gratidão que transforma: Ana não foi apenas uma mulher agradecida, ela foi uma mulher sábia. Sua história nos convida a confiar mais em Deus, a entregar o que temos com coragem, e a louvar mesmo quando dói. Gratidão não é emoção passageira. É um estilo de vida. E é também uma poderosa arma espiritual que transforma o coração.
Então mulheres, vamos seguir o exemplo de Ana!
Existe alguma área da sua vida em que você precisa praticar gratidão mais ativa e profunda, talvez até entregando algo de volta ao Senhor? Como você pode viver essa gratidão de forma prática a partir de hoje?
