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Enquanto nos esforçamos para estar comprometidas com Cristo 24 horas por dia, 7 dias por semana em 2024, pode haver algumas estradas com muitos solavancos e vales profundos pela frente. Confiar nEle e submeter à Sua vontade quando o caminho é tranquilo e com poucas voltas e reviravoltas é muito mais fácil. Vamos considerar duas pessoas na Bíblia e como eles reagiram: José e Jesus.
De Gênesis 37 a 50, José se destaca; o décimo primeiro de doze filhos, favorecido por seu pai, Jacó. Compartilhando sonhos de sua proeminência sobre os irmãos aumentou o ciúmes e a raiva nos corações deles. Como resultado, eles o agarraram, jogaram em uma cisterna e o venderam (vale profundo) para comerciantes que iam para o Egito. Mesmo sendo vendido novamente como escravo a um dos oficiais do Faraó (reviravolta), o governante vê a capacidade de José e o coloca no comando de sua casa. Tentado pela esposa de seu senhorio a deitar-se com ela, José responde: “Como poderia eu, então, cometer algo tão perverso e pecar contra Deus?” (Gn 39:9b NVI). Ela então mente, afirmando que foi abusada, e isso faz com que José seja jogado na prisão (solavanco). Alguns anos depois, o Faraó nomeia José como o segundo no comando, quando Deus lhe revela o significado dos sonhos do Faraó: Sete anos de grande colheita e sete anos de seca severa.
Após vários anos de seca, os filhos de Jacó viajam para Egito para comprar grãos para alimentar suas famílias. José os reconhece, embora eles não o reconheçam. Através de intrigas e grande humilhação dos irmãos culpados, José revela sua identidade. Eles mereciam prisão ou pior, mas em vez disso, José responde com estas palavras:
Agora, não se aflijam nem se recriminem por terem me vendido para cá, pois foi para salvar vidas que Deus me enviou adiante de vocês…para lhes preservar um remanescente nesta terra e para salvar‑lhes a vida com grande livramento. (Gn 45:5,7)
Estas palavras ditas por José, e a sua vida retratada em Gênesis, mostram claramente um homem dedicado a confiar em Deus e a submeter-se à Sua vontade, apesar das voltas, reviravoltas e dos vales profundos. As palavras acima também poderiam ser um prenúncio do Senhor Jesus Cristo.
Antes de nossa incrível libertação na cruz, Jesus agonizou em oração a Deus, pedindo-Lhe três vezes: "Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua”. (Lc 22:42). As Escrituras dizem que Suas orações foram tão sinceras que Seu suor caiu como gotas de sangue no chão! (v. 44) Jesus sabia o que estava por vir: extrema agonia física e espiritual de carregar nossos pecados (Vale Profundo).
Antes deste evento, ao longo dos Evangelhos, Jesus viveu uma vida confiando plenamente em Seu Pai, Deus:
- Mesmo quando tentado por Satanás logo antes do Seu ministério começar e depois de jejuar por 40 dias (Lc 4: 1-13);
- Mesmo quando “muitos dos seus discípulos voltaram atrás e deixaram de segui‑lo” (Jo 6:66);
- Mesmo quando traído por um dos Seus doze discípulos escolhidos, Judas Iscariotes (Jo 13:21-30);
- Mesmo quando renegado três vezes por um de Seus amigos mais próximos, Simão Pedro (Lc 22:54-61);
- Mesmo quando zombado, espancado, açoitado, coroado com espinhos e pregados em Suas mãos e pés quando crucificado.
Não é fácil beber alguns dos copos que recebemos nesta vida, como doenças graves, um casamento desfeito, traição de um amigo próximo, perda de um cônjuge ou filho, problemas de doença mental ou ver um membro da família levado ao vício ou à descrença. Nosso filho nasceu com câncer, diagnosticado aos seis meses. Estágio três. Cheguei ao momento que Jesus fez ao clamar muitas vezes que seja feita a minha/nossa vontade: A VIDA! Mas -eventualmente- rendendo-me à Sua vontade perfeita, aconteça o que acontecer. E ah! A paz que Ele deu! Eu poderia lidar com o que quer que acontecesse.*
Por favor, ouça estas palavras reconfortantes de Jesus. Tome-as para si:
Que o coração de vocês não se perturbe. Creiam em Deus; creiam também em mim. (Jo 14:1)
Deixo com vocês a paz; a minha paz dou a vocês…Não se perturbe o coração de vocês nem tenham medo. (Jo 14:27)
Eu disse isso para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo, vocês terão aflições; contudo, tenham coragem! Eu venci o mundo. (Jo 16:33)
Qual é o seu cálice e como você deixará Jesus te ajudar nisso?
*Nosso filho viveu, agora com 37 anos.
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“Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem” (Hb 11:1 ARA). O capítulo 11, do livro de Hebreus, inicia dando dois atributos a respeito da fé: “certeza” e “convicção”.
É a fé em si, e não nossos sentimentos sobre a fé, que gera certeza. Alguns comentaristas dão uma definição complexa sobre o que de fato seria a fé. Mas vejo que a melhor definição de fé, baseia-se justamente na certeza da confiança da Palavra de Deus, e não dos nossos sentimentos circunstanciais.
O livro de Hebreus menciona os traços de algumas pessoas que caminharam pela fé. Abraão é a primeira pessoa descrita no velho testamento, como um exemplo específico de fé e obediência, sendo o mesmo chamado de “pai da fé”. Submisso à vontade de Deus, segue em direção a uma terra que ainda não tinha conhecia, sendo movido apenas pela convicção do cumprimento das promessas de Deus… Ao observar o contexto cultural do livro de Gênesis, onde acontecimentos da história de Abraão e sua esposa Sara são narrados, vemos que não é nada atrativo! Os primeiros indícios da decadência humana, como por exemplo, povos idólatras, já se faziam presentes.
Lendo Hebreus 11, podemos observar características da confiança e obediência daqueles que são conhecidos como "heróis da fé", nas promessas de Deus.
- A fé provinha de algo racional, e não meramente circunstancial ou sentimental;
- A fé deles tinha como firme fundamento as promessas de um Deus cujo conhecimento é insondável (Hb 11:9-10);
- Eles andavam com Deus. Sua fé crescia à medida que conheciam mais a Deus;
- Eles acreditavam no consolo e na providência de Deus em suas vidas (Hb 11:7);
- Eles deixaram os prazeres do mundo para trás e olharam para o alvo (Hb 11:24-27);
- A fé é um ato de coragem (Hb 11:30);
- Pela fé, agiram com justiça, e não temeram aos homens (Hb 11:32-34).
Sobretudo, creio que a obediência só se faz presente em uma fé genuína, que deve ser vista na transformação de cada indivíduo que crê em Cristo. Desde a minha conversão, tentei descobrir qual o chamado de Deus para a minha vida. Sem compreender que eu deveria ler as escrituras para encontrar a resposta, nem entender que a vontade de Deus para as nossas vidas é que creiamos em Cristo e sigamos o Seu caminho. Mas até eu entender isso, percorri alguns caminhos dolorosos e espinhosos, em grandes áreas da minha vida. Duvidei da providência de Deus, e em várias questões tentei “dar o meu jeitinho” ou apressar os planos do Senhor.
Quando não confiamos em Cristo, tendemos a nos colocar como senhores das nossas vidas. Simbolicamente, me identifico com o curioso processo da formação da pérola na ostra. Pérolas são produtos da dor, resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra; uma ostra que não foi ferida não produz pérola. Por vezes, as adversidades da vida nos impulsionam a confiar em Cristo, é como se fosse nosso último escape. Eu queria que tudo acontecesse na minha vida exatamente no meu tempo!Queria crescer espiritualmente do dia para a noite, ter a tão sonhada família cristã, queria que Deus curasse as feridas da minha alma, mas a verdade é que pouco pus em prática: “Nunca o deixarei, nunca o abandonarei” (Hb 13:5). Aquele que busca obedecer a Deus, deve pensar como Abraão, Sara, Noé… que consideravam sua estadia nesta terra como breve, eram estrangeiros, aguardando o retorno à sua terra natal.
De igual modo devemos pensar e viver pela fé, pela esperança, pela certeza do cumprimento das promessas de Deus. Não nos deixando moldar pelo comportamento do mundo, como pessoas que não tem esperança, mas atentas ao nosso chamado divino de viver em santidade. Ouça o chamado de Cristo, se atente a sua voz, como bem disse Samuel “...Fala Senhor, e o teu servo te ouve.” (1Sm 3:10). Acalme as preocupações deste mundo e lembre-se das palavras de Jesus: “Observem como crescem os lírios…” (Lc 12:27- 32). Olhe os pássaros que pousam na sua janela e te dizem: confie em Deus. Assim como o Senhor cuida dos pequenos animais e veste os lírios do campo, Ele cuidará do seu povo e o fará repousar em pastos verdejantes, mesmo em meio às adversidades da vida.
Que o Senhor Jesus aumente a nossa fé seja na alegria ou na tristeza, na vitória ou na derrota, mesmo quando o medo e a ansiedade nos abraçarem, que a nossa confiança e obediência cresça enquanto peregrinamos como estrangeiros por esse mundo, rumo a cidade celestial.