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Os evangelhos narram fatos sobre a vida de Cristo, desde o Seu nascimento até a crucificação. O livro de Lucas, em especial, nos dá alguns detalhes sobre os primeiros acontecimentos da vida de Jesus na terra. Maria foi a mulher que Deus escolheu como instrumento para vinda de Cristo ao mundo.
Maria decididamente se coloca à disposição para fazer a vontade de Deus. É importante lembrar que Maria era uma mulher comum, sujeita às mesmas fragilidades e adversidades que a vida nos impõe, mas que entendia o maior propósito na existência humana: dar glória somente a Deus, e somente ao Senhor prestar culto e reverência (Lc 4:8). Quão belo é o seu exemplo de obediência a Deus, quão suaves foram as suas palavras:
Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, pois atentou para a humildade da sua serva. De agora em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada, pois o Poderoso fez grandes coisas em meu favor; santo é o seu nome. A sua misericórdia estende-se aos que o temem, de geração em geração. (Lc 1:46-50 NVI)
A figura de Maria é com frequência mal interpretada por muitas pessoas que não compreendem que a glória e o louvor, devem ser dados somente a Deus. Todos nós, seres humanos, ainda que o Senhor seja misericordioso connosco ou nos confie grandes missões, somos apenas instrumentos em Suas mãos.
Podemos extrair lições e ensinamentos valiosos da história de Maria. Afinal, o que Maria tinha de especial? Por que o Senhor a escolheu para essa missão? Maria tinha o mesmo que mulheres como Sara, Débora, Rute, Abigail e Lídia e muitas outras que foram usadas por Deus na Sua obra: um coração entregue ao Senhor e disposto a viver em conformidade com a vontade Dele: Pessoas comuns que amaram os mandamentos de Deus.
Lendo a bíblia, eu fico admirada com a forma como homens e mulheres se colocaram diante de Deus, a forma com que se apresentavam ao Senhor: “Eis-me aqui Senhor” (Is 6:8), “Fala Senhor, e o teu servo te ouve” (1 Sm 3:10), “Sou tua serva Senhor” (Lc 1:38).
Maria entendeu que obedecer a Deus causaria uma mudança radical em sua vida. E ela acabou se tornando alvo de perseguição, vemos isso claramente quando Maria e José, orientados por um anjo de Deus, vão para o Egito temendo a perseguição de Herodes. Obedecer a Deus significa ter uma vida de renúncias e confiança. Convictos de que Deus suprirá nossas necessidades assim como supriu a de Maria e José, que mesmo vivendo e levando o Messias de forma “desconfortável” pelo período em que precisaram seguir viagem no final da gestação dela, confiaram no cuidado de Deus em suas vidas. Eles entregaram a sua vida em obediência ao Senhor, com a certeza do cumprimento das promessas de Dele “Pois nada é impossível para Deus” (Lc 1:37).Maria confiou que Deus seria seu defensor diante das possíveis acusações a respeito da sua integridade como mulher. O bom exemplo de Maria, sobretudo nos ensina a nos colocar na posição de servas. Seu exemplo nos ensina sobre humildade, virtude, lealdade, obediência e um coração temente ao Senhor.
Maria foi a mulher escolhida por Deus para trazer o Salvador ao mundo, e ela foi a mesma que esteve aos pés da cruz. Ela seguiu os seus passos, caminhou com Jesus em suas missões, sendo um exemplo de fé e obediência. Uma mulher, segundo o coração de Deus. Que Cristo nos ajude a caminhar com fé, e a responder ao nosso chamado assim como fez Maria, “que aconteça comigo conforme a Tua palavra” (Lc 1:38).
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Os filmes cristãos muitas vezes terminam com os personagens, que confiaram e obedeceram a Deus apesar das circunstâncias, recebendo tudo o que querem; um bebê, uma esposa, dinheiro, o que for… Não estou criticando esses filmes porque isso acontece com frequência, mas nem sempre acontece assim. O que fazemos quando não conseguimos tudo o que queremos? Vale a pena? Posso te dizer que, da perspectiva de alguém que não conseguiu todos os desejos de seu coração, ainda vale a pena confiar e obedecer a Deus.
Durante minha vida tenho amado crianças. Eu queria tanto os meus próprios filhos para segurar, cantar, ensinar e ver crescer. Infelizmente, nunca me casei. Eu tentei adotar de todas as formas possíveis, até mesmo ser uma "mãe temporária" (nos Estados Unidos, pessoas podem cuidar de crianças temporariamente, monitoradas pelo governo em situações onde os pais não tem condições - financeiras, psicológicas, etc - de cuidar de seus filhos). Então aqui estou, aos 40 anos e evitando todos os chás de bebê da igreja porque são muito dolorosos para mim. Ao longo do caminho, recebi várias recomendações para usar um doador e ter um filho sozinha. Mas tive um problema com isso. Acredito que Deus criou a família para ter uma mãe e um pai. E por mais que eu quisesse ser mãe, senti que se eu desse meu jeito no Seu plano e trouxesse intencionalmente uma criança para um lar sem pai, estaria desobedecendo a Deus. Só porque você pode fazer algo não significa que deveria. Acolher um filho adotivo foi uma exceção ao meu ver porque não fui eu quem trouxe ao mundo. São crianças que não têm ninguém para amá-las e uma pessoa seria melhor que nenhuma.
Para a maior parte da sociedade, este é um posicionamento maluco de assumir. Eu me conecto profundamente com Hebreus 11:13: “Todos estes ainda viveram pela fé, e morreram sem receber o que tinha sido prometido; viram-nas de longe e de longe as saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos na terra” (NVI).
Minha obediência a Deus talvez não me traga o que desejo, mas confio em Deus de todo o coração que o caminho dele é melhor que o meu. Não sou solteira por vontade própria, mas descobri que 1 Coríntios 7:34 é verdadeiro: “Tanto a mulher não casada como a virgem preocupam-se com as coisas do Senhor, para serem santas no corpo e no espírito.” Minha solteirice e falta de filhos tem me dado tempo para ajudar com o grupo de jovens, treinar as crianças no ministério de marionetes para “Lads 2 Leaders” (ministério de treinamento de jovens para liderança), iniciar um ministério de solteiros, ser voluntária em lares de idosos e outros lugares, arranjar tempo para almoçar ou tomar café com pessoas que precisam de encorajamento e muitas outras coisas que trazem uma sensação de realização.
Aprendi a abraçar meu status na vida e confiar que Deus tem um plano para mim por causa do exemplo de Jesus. Ele confiou em Seu Pai, nosso Pai, até a morte. Quando Jesus estava no jardim, Ele estava orando para que Deus encontrasse outro caminho, para tirar Dele o cálice. Mas em Sua perfeita obediência, Ele disse: “Não a minha vontade, mas a tua.”
Por mais que eu queira ter filhos, confio no plano de Deus, mesmo que nunca veja os resultados durante a minha vida. Hebreus 3:7-8 diz: “Assim, como diz o Espírito Santo: 'Hoje, se vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração, como na rebelião, durante o tempo de provação no deserto’.” Todos, em um momento ou outro, enfrentam a escolha de obedecer a Deus ou fazer suas próprias escolhas. Tive uma amiga na faculdade que se rebelou, teve dois filhos enquanto solteira, e depois se arrependeu e voltou para o Senhor. Passou pela minha cabeça o pensamento de que eu também poderia fazer isso. Mas confiar em Deus significa também confiar que as consequências de me rebelar para conseguir o que quero e depois me arrepender não serão melhores do que se eu obedecesse a Ele em primeiro lugar.
Durante meu tempo de teste, não me rebelei, mas fiz o meu melhor para imitar Jesus e dizer: “Eu não entendo, mas a Tua vontade, não a minha”. Através da dor e da tristeza, Deus fez mudanças em meu coração que eu nunca poderia ter imaginado possíveis. Tenho uma luz no meu coração que não sabia que estava faltando e um relacionamento com Jesus que é mais profundo do que nunca. Ele também me colocou no caminho para ajudar muitas crianças feridas, em vez das minhas. Estou animada para o futuro. Apesar da probabilidade de que sempre haverão momentos em que não entenderei e de que ainda lamentarei os filhos que nunca tive, confio no meu Pai para conseguir algo melhor.