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Escrito por Katie Forbess, presidente da diretoria do Ministério Irmã Rosa de Ferro
Assim como o ferro afia o ferro, o homem afia o seu companheiro. (Pv 27:17 NVI)
Durante este emocionante mês de oração, estamos seguindo um calendário de oração. Esta é uma maneira maravilhosa de abençoar o ministério. Há muitas áreas de necessidade para pensarmos e orarmos juntos. O calendário é uma ferramenta que ajuda muitos de nós a sermos capazes de orar pelas pessoas em nossas vidas dividindo os assuntos e usando as escrituras.
Outra forma de orar é usando os Elementos Comuns, seja por você ou por outra pessoa. Este, para mim, é um dos melhores recursos do MIRF. Eles são tão importantes que são incorporados em cada uma das postagens do blog. Usá-los em pequenos grupos ou mesmo em conversas cotidianas ajuda a cumprir a missão do MIRF, que é ajudar as mulheres a se aproximarem de Deus e uma das outras. Podemos usar as três partes do logotipo como guia para avaliar o que está acontecendo conosco. Então poderemos transformar isso em uma oração pessoal. Além disso, compartilhar as informações com outras pessoas permite que vocês orem umas pelas outras. Isso é incrível!
Uma rosa – Qual de nós não quer que uma amiga ore pelos anseios de nossas vidas? Ler sobre sabedoria, que é o nosso tema deste ano, me faz querer realmente crescer espiritualmente nessa área e, portanto, quero compartilhar isso com outras pessoas para que possam manter esse desejo em oração.
Um espinho – Todas nós os temos e sabemos disso. Que bênção incrível ter a confiança de outra irmã com quem compartilhar.
Um ferro – As três partes do logotipo são muito especiais, mas a que realmente se mostrou fundamental para minhas amizades duradouras é a peça de ferro afiando o ferro. Sugiro que você tenha amigas a quem possa pedir ajuda para assumir sua responsabilidade no desejo de se tornar mais parecida com Jesus. Tenha uma amiga que possa fazer perguntas difíceis e fazer você enfrentar uma realidade que você está lutando para encarar.
Michelle costuma dizer que somos uma boa representação das Irmãs Rosa de Ferro. Somos há quase 30 anos. Isso significa que compartilhamos e falamos “oooo” e “aahh” em todos os momentos certos à medida que nos vemos crescer espiritualmente e nos tornarmos as mulheres que Deus nos criou para ser (A ROSA).
Isso aconteceu ao longo de muitas temporadas nos últimos 30 anos – altos e baixos da vida que nos levam através de vales e altas montanhas, banhadas nas orações uma da outra. Conhecer os espinhos uma da outra e ser capazes de lidar com eles, ajudando a navegar nos momentos difíceis, e em oração removendo ou pelo menos deixando-os menos afiados (O ESPINHO).
Michelle é para quem eu ligo sabendo que ela entenderá antes eu termine de dizer o que estou dizendo e de quais orações preciso. Não preciso me desculpar por ser eu mesma, mas posso ter certeza de que, se o que estou dizendo precisa de alguma realidade e de uma lente bíblica que não estou colocando na análise, ela irá fornecer isso. E vice-versa! Podemos falar e realmente falamos coisas uma à outra para nos responsabilizarmos e para nos ajudarmos a aprofundar nas áreas de nossas vidas que precisam de atenção (O FERRO).
Usando os Elementos Comuns, oramos decididamente por cada parte desta ferramenta e depois as colocamos nas mãos de Deus, não nas nossas. Não há espaço para lutas pelo poder ou manipulação quando você entrega tudo a Deus. Esse é um relacionamento especial. Esse é um relacionamento de Irmã Rosa de Ferro.
Minha oração por você hoje é que você use os Elementos Comuns para orar por si mesma e por outras Irmãs Rosa de Ferro. Oro para que eles se tornem parte de suas reflexões diárias, bem como de suas conversas com outras irmãs enquanto você compartilha pedidos de oração.
Pergunta – Você conhece e entende as partes dos Elementos Comuns o suficiente para torná-los parte do seu dia a dia?
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Escrito por Beliza Kocev, Coordenadora do Ministério Irmã Rosa de Ferro no Brasil
Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela
casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha. (Mt 7:25 NVI)
Eu conheci a igreja quando era adolescente, e costumo dizer que foi tarde ao ponto de que minha mente já tinha sido danificada em algum nível, mas cedo o bastante para que não desse tempo de tomar algumas decisões que teriam consequências severas para o resto da minha vida.
Uma vez que comecei a conhecer a Palavra de Deus, percebi que muitas coisas que eu tinha aprendido ou que sempre vi como normal não estavam de acordo com a vontade de Deus.
Eu quis fazer tudo certo, e por algum tempo tinha a sensação de que se eu fizesse tudo certo, nada ruim aconteceria, afinal, eu fiz tudo certo... Mas me deparei com o primeiro obstáculo: eu não consigo fazer tudo certo, eu adoraria, e tentei, mas falhei. Sou grata a Deus por sua graça, porque Ele não desiste de mim, porque as Suas misericórdias se renovam a cada manhã (Lm 3:22-23).
Esse era o meu entendimento de construir uma casa sobre a rocha: praticar o que o Jesus ensinou e assim ter uma casa tão forte, tão bem firmada que as tempestades nem ousariam chegar perto de tal construção, os ventos desviariam, a chuva mudaria de direção para evitá-la, nenhuma intempérie a atingiria.
Bem, com o passar do tempo, fui percebendo que sim, colhi os frutos de boas escolhas, mas as dificuldades continuavam vindo, e muitas vezes me questionei por que aquelas coisas estavam acontecendo comigo. Afinal, eu estava tentando construir uma casa forte! A chuva não mudava de direção ao ver minha casa, pelo contrário, parecia que ela chamava os raios e trovões para vir junto com ela. Eu não conseguia entender e achava que minha casa não era forte o bastante...
Construir a casa na Rocha exige muito mais esforço do que na areia e envolve negar a si mesmo (Lc 9:23-26), e parecia que eu não estava me esforçando o bastante, mas ao mesmo tempo era muito esforço para não ter resultado.
Foi apenas muito recentemente, depois de anos cantando a música que narra essa parábola para as crianças, que meu cérebro processou que tanto a casa do prudente quanto a casa do insensato passaram por tribulações, a chuva, os ventos, a enchente dos rios atingiu os dois! Não é pelo fato do prudente obedecer ao Senhor que ele não passará por momentos difíceis.
Como eu pude não perceber isso? O próprio Jesus nos disse que passaríamos por momentos complicados na vida (Jo 16:33). A diferença é que no caso do prudente, que colocou em prática a palavra de Deus, sua casa resistiu às tribulações.
Jesus explicou de uma forma bem clara que todo aquele que pratica a palavra de Deus tem condições de resistir às tribulações e aos desafios da vida.
Percebi então que depois das chuvas, ventos e enchentes das dificuldades, tribulações e sofrimento, minha casa ficou de pé... Não porque eu era boazinha, ou uma super engenheira civil, ou porque por mim mesma eu era forte. Mas porque ainda que o meu esforço só tenha sido o suficiente para construir um barraco instável e precário, o Senhor é a Rocha eterna (Is 26:4).
Depois de uma tempestade, talvez demore até que você consiga “colocar a casa em ordem”, alguma telha pode ter caído e o vento pode ter derrubado algumas coisas, talvez leve tempo até que tudo que foi molhado pela chuva seque. Mas sua casa estará de pé, você estará de pé!
"Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo." (Jo 16:33)
E você, que áreas da sua vida estão sendo atingidas pelas chuvas e ventos e mesmo assim permanecendo de pé?
