Nós amamos construir relacionamentos. Inscreva-se no nosso blog para receber um e-mail sempre que publicarmos um novo artigo. Em breve, nossas e-news e newsletters estarão disponíveis em português.
Escolher Artigos por Hashtag
Enquete
Precisamos da sua opinião sobre como melhor atender às necessidades espirituais das mulheres brasileiras. Obrigada por compartilhar da sua voz!
Visite nossa loja
Outras línguas
Blog
- Detalhes
Escrito por Bailey Vesperman, Diretora Criativa no Ministério Irmã Rosa de Ferro
Enquanto eu crescia, meu mundo era preto e branco. Para ser uma “boa” filha, fazia minhas tarefas sem reclamar, comia minhas verduras e não brigava com meu irmão. Quebrar qualquer uma das regras familiares significava que eu estava me comportando mal e não receberia recompensas, comprar como mais tempo para brincar ou sobremesa. Também apliquei esse tipo de pensamento na minha vida na igreja. Frequentar a Escola Dominical e ficar sentada quieta durante o sermão eram comportamentos “bons” e eram recompensados na maioria das vezes com adesivos (a recompensa mais interessante da minha infância).
Não é surpresa que, durante muito tempo, minha fé tenha girado em torno de fazer as coisas certas e ser uma pessoa boa. Eu acreditava que se seguisse as regras, seria considerada boa o suficiente e ganharia a recompensa de ir para o Céu. Com certeza, você pode imaginar como essa mentalidade era desanimadora! Cada vez que eu pecava, sentia que estava um passo mais distante da minha recompensa.
Vez após vez, a Bíblia nos diz e nos mostra que os humanos são incapazes de alcançar a salvação sozinhos. Um dos meus exemplos favoritos disso é Abraão. Em Gênesis 15, vemos Abraão (que ainda é Abrão nesta época) se preparando para fazer uma aliança com Deus. O Senhor havia prometido que lhe daria descendentes que superariam o número das estrelas no céu e uma terra prometida na qual viveriam.
Respondeu-lhe o Senhor: 'Traga-me uma novilha, uma cabra e um carneiro, todos com três anos de vida, e também uma rolinha e um pombinho'. Abrão trouxe todos esses animais, cortou-os ao meio e colocou cada metade em frente à outra; as aves, porém, ele não cortou. (Gn. 15:9-10)
Depois, Abrão dorme, o Senhor fala com ele e ele vê um fogareiro e uma tocha acesa passando pelas carcaças.
Na cultura israelita, fazer uma aliança com alguém era muito mais significativo do que simplesmente dizer “eu prometo”. Duas pessoas entrando numa aliança entre si cortariam os animais e se revezariam andando no sangue entre as partes dos animais. Era um gesto simbólico que significava que se uma pessoa não conseguisse cumprir sua parte do acordo, a outra pessoa poderia realizar o mesmo ato contra ela (ou seja, matá-la e caminhar sobre seu sangue). Embora seja um pensamento muito violento e sombrio, envia a mensagem certa. Esses tipos de promessas não foram feitos para ser leve.
No entanto, quando Deus fez a aliança com Abrão, vemos algo um pouco diferente. Abrão nunca anda entre as carcaças – em vez disso, uma tocha e um fogareiro passam. Deus passa duas vezes, assumindo os dois lados da promessa. Deus sabia que Abrão era incapaz de viver de maneira justa o suficiente para ganhar a recompensa de viver na Terra Prometida. Em Gênesis 16, vemos Abrão duvidando da promessa de Deus quando escolhe ter um filho com Agar. Se deixado por conta própria, Abrão nunca teria sido digno da recompensa que Deus tinha para ele. Mesmo assim, Deus, em Sua infinita graça, tomou o peso do castigo para que Abrão e seus descendentes pudessem ser abençoados.
Esta mesma aliança se aplica a nós hoje. Como humanos, somos incapazes de ganhar nossa salvação sendo “bons”, mas Deus sabe disso e já assumiu o peso dos nossos pecados, sacrificando Cristo por nós. Tudo o que Ele nos pede é que coloquemos nossa fé Nele. Filipenses 3:9b (NVI) diz: “não tendo a minha própria justiça que procede da lei, mas a que vem mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus e se baseia na fé.” Que ideia de alívio! Porque somos pecadores por natureza, não há nada que possamos fazer para nos salvar. No entanto, Deus quer nos recompensar com graça e salvação, mesmo que não mereçamos. E o único custo é colocar nossa fé Nele.
Hoje, como adulta, ainda me esforço para viver de maneira justa para Deus, mas posso descansar sabendo que minhas falhas não significam que não vou receber minha recompensa um dia. Cristo já pagou o preço por mim, e por essa razão, me esforço para servi-Lo fielmente. Oro para que todos possamos encontrar descanso na bondade Dele enquanto viramos o ano!
- Detalhes
Escrito por Ann Thiede, voluntária no Ministério Irmã Rosa de Ferro, em Arkansas - EUA
Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá; mas quem perder a vida por minha causa, este a salvará. (Lc 9:23-24 NVI)
Era meu segundo ano de faculdade quando tudo parecia estar embrulhado num pacote super bem organizado. Notas boas, em uma irmandade de prestígio, no grêmio estudantil da universidade. Eu tinha a liberdade de tomar minhas próprias decisões. Renúncia? Um conceito desconhecido.
“Houve tempo em que nós também éramos insensatos e desobedientes, vivíamos enganados e escravizados por toda espécie de paixões e prazeres” (Tt 3:3a) era uma descrição precisa da minha vida egocêntrica na época. O álcool era meu amigo e levei outros a beber. E o abuso do álcool tinha uma péssima forma de aliviar as inibições. Eu queria aprovação desesperadamente.
No meio de uma vida aparentemente boa, Deus me interrompeu e virou meu mundo de ponta cabeça. Foi uma pequena amostra do que o apóstolo Paulo passou quando ele caiu por terra por causa de uma luz vinda do céu. (Veja Atos 9:3-6.) Eu caí quando alguém importante para mim perguntou se eu era cristã ou não. Fiquei chocada e chateada, mas também ignorante. A tendência natural seria ficar defensiva. Em vez disso, escolhi buscar a verdade e comecei a ler seriamente os evangelhos e a escutar Jesus. Quando era criança, uma semente de fé tinha sido plantada no meu coração e estava esperando por este momento.
As palavras dEle me surpreenderam e me atraíram! Quanto mais eu lia, maior o desejo de abrir mão das coisas do mundo — de agradá-Lo ao invés de a mim mesma. Os palavrões pararam. Os Happy Hours pararam. Escolhi usar meu juízo. “De fato, no devido tempo, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios” (Rm 5:6). Como Jesus pôde amar tanto essa mulher distante de Deus? Foi humilhante.
Mas o que meus pais diriam se eu tomasse a decisão de segui-Lo de coração e alma? Antes, minha religião era apenas assistir o culto aos domingos, e até isso tinha sido deixado de lado. O que minhas amigas da faculdade diriam? Decidi que nada mais importava além de conhecer Jesus como Senhor e Salvador.
Não posso dizer que meus pais ficaram animados. Minha mãe não tinha crescido com a Bíblia e ficou intimidada com a mudança que sua alegre filha poderia sofrer. Eles lançavam ataques verbais contra mim de tempos em tempos. Chorei, orei e me segurei firme a Cristo e minha nova família espiritual, a igreja. E achei segurança nessas palavras de Jesus:
“E todos os que tiverem deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos, por minha causa, receberão cem vezes mais e herdarão a vida eterna.” (Mt 19:29)
Algumas das minhas amigas mais próximas da faculdade ficaram ofendidas quando contei que havia me tornado Cristã. Pedro, em sua primeira carta, disse que isso poderia acontecer. “Eles acham estranho que vocês não se lancem com eles na mesma torrente de imoralidade, e por isso os insultam” (1 Pe 4:4).
Nada nos meus dias “antes de Cristo” se comparava com “a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor” (Fp 3:8). Deus me chamou para Si, mesmo quando eu estava na minha vida de pecado. Perder minha vida para encontrá-la em Jesus tem sido uma jornada maravilhosa. Cinquenta anos depois, ainda sou uma devedora grata, mais apaixonada por Aquele que pagou a minha dívida.
O que você considerou como perda para ganhar a Cristo?